Aguarde, Carregando

Eduardo Paes é ausente em debate, mas vira alvo principal: “Homem Geleia” e “aliado de milícias” são acusações de rivais no Rio

Ausência de Eduardo Paes no debate do Rio de Janeiro o torna centro das atenções e críticas de outros candidatos.

O primeiro debate entre pré-candidatos ao governo do Rio de Janeiro, realizado neste domingo (9) pela Band, teve uma ausência notada: a de Eduardo Paes (PSD). Apesar de não estar presente, o nome do ex-prefeito do Rio foi o principal assunto entre os participantes, que aproveitaram o momento para direcionar críticas e acusações ao candidato.

A falta de Paes ao debate, para o qual havia confirmado presença, gerou insatisfação. A apresentadora Adriana Araújo lamentou a decisão, afirmando que a atitude “desrespeita o direito do eleitor à informação e ao confronto democrático”. A ausência abriu espaço para que os demais candidatos fizessem ataques contundentes.

Um dos ataques mais notórios partiu de André Marinho (Novo), que classificou Eduardo Paes como “homem geleia”. A expressão foi usada para criticar a suposta falta de firmeza e a desistência de Paes em cumprir o mandato completo na prefeitura, algo que ele teria prometido antes. Marinho ressaltou a contradição, mencionando que Paes “jurou pelo Vasco e pela Portela”, mas acabou abandonando o compromisso.

Críticas severas marcam o debate sem a presença de Paes

A ausência de Eduardo Paes no debate promovido pela Band no Rio de Janeiro foi o estopim para uma série de ataques de seus adversários. A figura do ex-prefeito, mesmo à distância, dominou as discussões, com acusações que variam desde a falta de compromisso até ligações perigosas.

André Marinho (Novo) foi um dos primeiros a cunhar o termo “homem geleia” para se referir a Paes. Segundo Marinho, a atitude de desistir de um compromisso firmado com o eleitorado demonstra fragilidade. Ele enfatizou que, ao jurar lealdade ao seu time e à sua escola de samba, Paes teria feito uma promessa diante do povo, a qual, na visão de Marinho, ele não honrou.

Acusações de ligações com milícias e violência contra a mulher

Outros candidatos não pouparam críticas a Eduardo Paes. Anthony Garotinho (Republicanos) fez uma acusação grave, apontando que Paes seria “aliado de milícias”. Essa declaração adiciona um peso significativo às críticas direcionadas ao candidato do PSD.

Douglas Ruas (PL) focou em outro aspecto, associando o ex-prefeito do Rio à prática de violência psicológica contra mulheres. Ruas declarou enfaticamente que, em seu governo, agressores de mulheres seriam presos e monitorados com tornozeleira eletrônica, caso a justiça os soltasse. A fala de Ruas foi uma crítica direta, buscando vincular Paes a práticas condenáveis.

Promessa de mandato não cumprida é alvo

Um dos pontos centrais das críticas foi a quebra da promessa de Eduardo Paes de concluir seu mandato como prefeito do Rio de Janeiro. A decisão de se candidatar ao governo estadual antes do fim de seu período na prefeitura foi vista como uma falha de compromisso com os eleitores que o elegeram.

O candidato do Novo, André Marinho, foi explícito ao dizer que Paes abandonou o cargo “após ter jurado pelo Vasco e pela Portela”. Essa referência a juramentos pessoais foi usada para ilustrar a suposta falta de seriedade e integridade do candidato, que, segundo Marinho, falhou em honrar sua palavra diante da população.

Até o momento, Eduardo Paes não se pronunciou oficialmente sobre as críticas recebidas durante o debate, nem sobre sua ausência no evento. A repercussão dos ataques, no entanto, já coloca o candidato do PSD sob forte escrutínio de seus adversários e do eleitorado.

Rolar para cima