Itaú BBA eleva preço-alvo da Embraer para R$ 124 ao fim de 2026, destaca crescimento do Ebit até 2030 e aponta catalysts e riscos que podem movimentar as ações
Embraer subiu forte nos últimos meses, mas analistas veem espaço para mais alta diante de resultados e projeções mais otimistas.
O banco aumentou seu preço-alvo, reiterou recomendação de compra e listou fatores que podem influenciar papéis e entregas no curto prazo.
As informações e projeções foram divulgadas pelo Itaú BBA, conforme informação divulgada pelo Itaú BBA.
Por que o Itaú BBA elevou o preço-alvo
Mesmo após uma alta de 33% em dólar nos últimos dois meses, as ações da Embraer (EMBJ3) ainda têm potencial de valorização, segundo o Itaú BBA. O banco elevou preço-alvo de R$ 91 para R$ 124 ao fim de 2026, reiterando a recomendação de compra.
O otimismo foi reforçado pelos resultados positivos da fabricante de aeronaves no segundo trimestre de 2026, e a expectativa do banco considera um crescimento médio anual de cerca de 15% do resultado operacional (Ebit) até 2030.
Valuation, projeções e retorno esperado
Para 2026 e 2027, as projeções do Itaú BBA estão próximas do consenso para este ano e 8% acima das estimativas do mercado para 2027, segundo o relatório.
A Embraer negocia atualmente a 11,7 vezes EV/EBITDA (Valor da Firma sobre EBITDA) estimado para os próximos 12 meses e a 10,8 vezes para 2027, um desconto de 13% em relação à Airbus, em linha com a média desde 2022.
O banco ainda estima uma TIR (taxa interna de retorno) de 11% ao ano em dólar nominal para um horizonte de três anos, considerando premissas conservadoras e uma redução de cerca de 25% no múltiplo de saída, o que embasa o aumento do preço-alvo.
Catalisadores e riscos que podem alterar a trajetória
Entre os principais catalisadores para os próximos 30 a 90 dias, o banco cita a continuidade do bom desempenho operacional, uma possível revisão para cima das projeções da Embraer no 3T26, novos pedidos nos segmentos comercial e de defesa, oportunidades na área de defesa na Índia e eventual normalização dos riscos geopolíticos.
Entre os riscos estão resultados abaixo do esperado após o forte 2T26, conversão mais lenta da carteira de pedidos em receitas e entregas, menor ritmo de novos contratos, uma eventual reavaliação negativa do setor aeroespacial e uma piora do cenário geopolítico global.
O que olhar a seguir
Investidores devem acompanhar os próximos trimestres, a velocidade de conversão da carteira de pedidos em receitas e anúncios de contratos comerciais e de defesa, que podem confirmar ou contrariar as projeções do Itaú BBA.
Com base nas informações do banco, Embraer ainda aparece com potencial de valorização, mas segue sujeita a riscos setoriais e geopolíticos que podem afetar entregas e receita.

