Enel São Paulo reafirma que não pretende vender a concessão de distribuição, com CEO Flavio Cattaneo dizendo que a companhia “não tem medo” do processo que pode levar à caducidade
O CEO do grupo italiano, Flavio Cattaneo, afirmou em coletiva que a Enel não tem interesse em negociar a sua concessão de distribuição de energia no estado de São Paulo, e que a empresa mantém confiança na defesa jurídica do caso.
As declarações ocorrem em meio a um processo que pode resultar na caducidade da concessão da concessionária paulista, fato que gerou especulações sobre uma possível venda do ativo antes de uma eventual perda do contrato.
No posicionamento público, a Enel tem ressaltado argumentos legais e contestado a metodologia da fiscalização regulatória, conforme informação divulgada pela Reuters, por Letícia Fucuchima.
Situação do processo e reação da empresa
A ação em curso avalia a continuidade da concessão diante de problemas recentes, e a possibilidade de caducidade motivou rumores de venda, que foram rechaçados pelo grupo. Cattaneo destacou, em suas falas, que a Enel “não tem medo” do processo, frase pronunciada pelo executivo ao comentar o caso.
Argumentos jurídicos da Enel e defesa contra a Aneel
A Enel tem defendido que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) não pode incluir em sua análise sobre eventual caducidade da concessão o apagão de dezembro do ano passado, quando a atuação da empresa foi novamente classificada como insatisfatória pela fiscalização do órgão regulador. Segundo pareceres contratados pela Enel, isso seria ilegal e inconstitucional.
Implicações e próximos passos
Com a Enel afirmando que não está interessada em vender o ativo, a atenção se volta para os desdobramentos administrativos e possíveis contestações judiciais. A empresa aposta na defesa técnica e nos pareceres externos para evitar que eventos recentes, como o apagão de dezembro, sejam usados para fundamentar a caducidade.
O que muda para clientes e mercado
Para consumidores e investidores, a posição pública da Enel busca reduzir incertezas sobre uma venda iminente, mas mantém a atenção sobre o relacionamento com a Aneel e sobre decisões regulatórias futuras que vão determinar a continuidade da concessão.