EUA pedem que americanos saiam do Oriente Médio, recomendação enfatiza saída imediata por transportes comerciais diante de riscos crescentes na região em meio a confrontos envolvendo EUA, Israel e Irã
O Departamento de Estado dos EUA divulgou nesta segunda-feira, 2, um alerta de segurança para que cidadãos americanos deixem vários países do Oriente Médio.
O comunicado cita o aumento de riscos de segurança e a possibilidade de ataques com mísseis e drones na região, sugerindo saída imediata por rotas comerciais.
A orientação atinge países do Golfo ao Levante, e teve impacto direto nas operações diplomáticas na Jordânia, segundo a nota oficial.
conforme informação divulgada pelo Departamento de Estado dos EUA.
O que diz o alerta e quais países são afetados
O alerta pede, nas palavras do próprio Departamento de Estado, “Saiam agora por transportes comerciais devido aos sérios riscos de segurança“. A lista de locais citados inclui Irã, Iraque, Bahrein, Egito, Israel, Cisjordânia, Gaza, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Qatar, Arábia Saudita, Síria, Emirados Árabes Unidos e Iêmen.
Ao recomendar a saída, a pasta ressaltou a possibilidade específica de ataques com mísseis e drones, e pediu que americanos evitem viagens desnecessárias à região.
Impacto nas embaixadas e movimentações diplomáticas
A embaixada dos EUA na Jordânia informou que todos os membros deixaram temporariamente o complexo em Amã, após a identificação de uma ameaça. A medida foi descrita como temporária, enquanto as autoridades avaliam a situação.
Essa ação ocorre no contexto de um telefonema entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o rei Abdullah II da Jordânia, sobre a escalada regional e suas implicações para a segurança global, segundo a mídia estatal jordaniana.
Posicionamento da Jordânia sobre riscos e escalada
De acordo com a mídia estatal jordaniana, durante a conversa o rei Abdullah II “descartou um ataque ao Irã” e enfatizou a necessidade de “intensificar os esforços para alcançar uma calma abrangente e sustentável para a região”.
As declarações refletem a preocupação regional com o risco de expansão do conflito e com possíveis respostas militares que possam atingir países vizinhos.
O que recomenda a quem está na região
O alerta do Departamento de Estado reforça que americanos na região devem considerar partir por transportes comerciais, e monitorar avisos locais e comunicados das embaixadas. Familiares e empresas devem manter canais de comunicação abertos e planejar rotas de saída alternativas.
Com a situação em evolução, viagens ao Oriente Médio devem ser evitadas até que haja sinais claros de redução das tensões, segundo o aviso oficial.