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Exército de Israel atinge acidentalmente caminhão da ONU em Gaza; agência pede investigação

Israel admite erro em ataque a caminhão da ONU em Gaza e promete investigação

As Forças de Defesa de Israel (FDI) admitiram nesta sexta-feira (0) que um componente de disparo de sua Marinha atingiu acidentalmente um caminhão de combustível da ONU em Gaza. O incidente, que ocorreu na quinta-feira, levou o Escritório das Nações Unidas para Serviços de Projetos (UNOPS) a solicitar uma investigação completa sobre o ocorrido.

O caminhão, que estava vazio e a caminho da passagem de Kerem Shalom, sofreu danos. Felizmente, não houve feridos. O UNOPS ressaltou os riscos enfrentados diariamente por suas equipes para manter as operações humanitárias em andamento em Gaza.

“Eles não deveriam ter que fazer isso sob fogo”, declarou Jorge Moreira da Silva, diretor-executivo do UNOPS, em comunicado oficial. O órgão da ONU também informou que os movimentos do veículo haviam sido coordenados com as autoridades israelenses previamente.

Detalhes do incidente e resposta militar

Em resposta a questionamentos da Reuters, o Exército israelense explicou que o incidente aconteceu durante uma **atividade naval defensiva**. Segundo a nota oficial, um “componente de disparo se desviou da trajetória pretendida”, resultando no atingimento do caminhão de combustível.

As FDI classificaram os danos ao veículo como “menores”. No entanto, o comunicado militar não especificou o tipo de munição disparada nem qual seria o alvo original da Marinha. Apenas afirmaram que o incidente foi revisado e que “lições foram aprendidas”.

Apelo da ONU por segurança e investigação

O diretor-executivo do UNOPS, Jorge Moreira da Silva, enfatizou o trabalho árduo e os perigos enfrentados pelas equipes humanitárias em Gaza. Ele destacou a importância de garantir a segurança dessas operações, que são vitais para a manutenção dos serviços básicos e a assistência à população.

O pedido de investigação completa por parte da ONU visa esclarecer as circunstâncias exatas do ocorrido e evitar que incidentes semelhantes voltem a acontecer. A agência reitera a necessidade de proteção para suas operações e pessoal em zonas de conflito, especialmente em Gaza.