PF abre inquérito para apurar vazamento de dados pessoais do banqueiro Daniel Vorcaro após divulgação na CPI do INSS
A Polícia Federal anunciou, em nota oficial, que vai instaurar um inquérito para investigar o vazamento de informações privadas do banqueiro Daniel Vorcaro. Esses dados, que teriam sido enviados à CPI do INSS, incluíam diálogos íntimos e menções a encontros com autoridades.
A corporação enfatizou que nunca incluiu dados da vida privada de Vorcaro em seus relatórios de investigação sobre o Banco Master. As informações extraídas do celular do investigado foram compartilhadas com a CPI por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
A PF reitera seu compromisso com a segurança das informações e a garantia dos direitos fundamentais, como a privacidade e a intimidade, e assegura que apenas dados relevantes para as investigações foram apresentados. A apuração visa identificar os responsáveis pelo vazamento, sem comprometer o trabalho jornalístico, conforme determinação do STF. Conforme informação divulgada pela própria PF, a corporação irá apurar o vazamento.
Polícia Federal garante que relatórios foram estritamente focados nas investigações
Em sua nota, a Polícia Federal fez questão de afirmar que atua com rigorosos padrões de segurança no tratamento de informações e na preservação dos direitos fundamentais. Nenhum relatório ou representação apresentada pela PF no âmbito da Operação Compliance Zero continha dados que não fossem estritamente relevantes para a instrução das investigações.
A corporação declarou que não foram incluídas informações relacionadas à intimidade ou à vida privada dos investigados. A PF também ressaltou que não lhe caberia editar, selecionar ou manipular dados extraídos de equipamentos apreendidos, sob pena de violar o direito ao contraditório e à ampla defesa, garantidos constitucionalmente.
Vazamento expõe diálogos íntimos e menções a encontros com autoridades
Os diálogos em questão vieram a público nos últimos dias, revelando conversas entre Daniel Vorcaro e sua namorada, Martha Graeff. As mensagens citavam encontros do banqueiro com o ministro do STF Alexandre de Moraes e com parlamentares, além de conterem trocas de mensagens de cunho íntimo.
Diante da exposição dessas informações, a defesa de Vorcaro solicitou ao STF a abertura de uma investigação para apurar a origem do vazamento. O pedido foi acatado pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master na corte.
STF determina apuração focada em quem deveria custodiar o material sigiloso
O ministro André Mendonça determinou que a apuração se concentre na eventual identificação daqueles que tinham o dever de custodiar o material sigiloso e o violaram. O ministro ressaltou que a investigação não deve recair sobre profissionais da imprensa que obtiveram acesso indireto às informações.
Mendonça frisou que o foco deve ser em quem falhou na segurança dos dados, e não em quem os divulgou após obtê-los, especialmente quando se trata de informações de natureza íntima que não deveriam ter sido publicizadas. A decisão visa proteger a integridade do processo investigativo e os direitos dos envolvidos.