Mayara Stephany Varela de Almeida Sousa, de 30 anos, foi atingida por disparos na cabeça e no tórax na noite de quinta-feira, na QR 1 da Candangolândia, no Distrito Federal.
Ela foi socorrida em estado gravíssimo e levada ao Pronto-Socorro do Hospital de Base do DF, mas não resistiu aos ferimentos, com óbito declarado por volta das 10h da manhã de sexta-feira.
A Polícia Civil do Distrito Federal investiga o caso como feminicídio, e o principal suspeito, identificado como André Eduardo Alves da Silva, de 40 anos, seguia foragido até a última atualização, conforme informação divulgada pelo Metrópoles.
O crime e o socorro
Câmeras de segurança registraram o momento em que o ex-companheiro agride e atira contra Mayara na rua, em frente à residência dela na Candangolândia. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, a vítima foi resgatada em estado gravíssimo, em quadro de parada cardiorrespiratória, com lesões de alta severidade.
Mayara foi encaminhada ao Hospital de Base do DF, onde permaneceu internada em estado grave, respirando com ajuda de aparelhos, até o óbito ser confirmado na manhã seguinte, segundo a unidade de saúde.
Histórico de violência e depoimentos da família
Familiares relatam que o casal vinha em conturbado processo de separação, e que Mayara havia registrado boletim de ocorrência por agressões verbais e insultos. A mãe da vítima, Josi Alves, disse que “todo mês era uma briga diferente.”
Josi afirmou ainda, sobre as imagens do ataque, “Eu vi o vídeo [do tiro contra Mayara] hoje. Ele deu os tiros para matar ela. Inclusive, [ele] tentou efetuar mais disparos, mas os últimos [tiros] não saíram da arma”.
Sobre registros anteriores, a mãe declarou, “Eu fiz ela registrar quando ele fez, quando ele estava xingando ela, falando um monte de coisas”. A família afirmou que Mayara estava separada de André há cerca de dois anos.
Processos, segredo de Justiça e investigação
O Metrópoles apurou que André responde a processo por violência contra a mulher, injúria e crimes contra a honra, registrado em janeiro deste ano, mas o caso tramita sob segredo de Justiça, o que impediu confirmar se se trata de ação relacionada a Mayara.
A Polícia Civil do Distrito Federal conduz as investigações como feminicídio, reunindo imagens, depoimentos e perícia balística para localizar o autor e esclarecer a dinâmica do crime. Autoridades afirmam que ele seguia foragido até a última atualização.
O que as autoridades e a família pedem
Familiares pedem celeridade nas investigações e reforçam a necessidade de medidas protetivas em casos de violência doméstica e ameaça. O caso volta a alertar para a importância de notificações e pedidos de proteção, para tentar evitar tragédias.
As informações acima foram compiladas a partir de relatos da família, de registros dos bombeiros e de apurações publicadas, conforme informação divulgada pelo Metrópoles.