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Fifa Propõe Venda de Ações em Nova Empresa Comercial Avaliada em R$ 102 Bilhões, UEFA Critica: “Alma do Futebol Não é Negociável”

Fifa Lança Plano Ousado para Criar Nova Entidade Comercial e Gerar Bilhões para o Futebol Global

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) apresentou um plano ambicioso para reestruturar a gestão de seus direitos comerciais e operacionais. A proposta envolve a criação de uma nova empresa, a Fifa Forward Enterprise (FFE), que poderá ser avaliada em impressionantes R$ 102,5 bilhões.

O objetivo principal da Fifa é consolidar eventos e operações comerciais sob uma única entidade. Através da FFE, a entidade planeja vender participações minoritárias para investidores selecionados, visando impulsionar o desenvolvimento do futebol mundial. A Fifa, no entanto, assegura que manterá o controle majoritário e a autoridade exclusiva sobre a governança do esporte, incluindo calendário, competições e decisões regulatórias.

Este plano surge em meio a discussões sobre o futuro financeiro do futebol e a busca por novas fontes de receita para apoiar as 211 federações nacionais. A proposta, contudo, já gerou controvérsia, especialmente por parte da Uefa, que expressou forte desaprovação à ideia de comercializar aspectos fundamentais do esporte. Conforme divulgado pela imprensa, a informação sobre o plano da Fifa foi revelada nesta terça-feira.

Detalhes Financeiros e Apoio às Federações

O plano da Fifa Forward Enterprise (FFE) prevê a captação de US$ 4,2 bilhões (aproximadamente R$ 21,5 bilhões) ainda este ano para financiar o Programa Fifa Fast-Forward (FFFP). Para obter o apoio das federações-membro, a entidade oferece um montante significativo: US$ 10 bilhões (cerca de R$ 51 bilhões) distribuídos entre as 211 associações nacionais.

Além disso, cada federação membro poderá receber US$ 20 milhões adicionais para projetos especiais através do FFFP. Os valores destinados às federações nos próximos ciclos de desenvolvimento também foram atualizados: US$ 20 milhões no ciclo 2027-2030 (um aumento considerável em relação aos atuais US$ 8 milhões), seguidos por US$ 22 milhões (2031/2034) e US$ 24 milhões (2035/2038).

Controle e Investimento no Desenvolvimento Global

A Fifa enfatiza que a criação da FFE está condicionada à aprovação da maioria das federações-membros e do Conselho da Fifa, garantindo o respeito aos princípios de governança democrática. A entidade busca uma “seleção criteriosa de investidores” a longo prazo, que deteriam participações minoritárias sem poder de domínio sobre a FFE.

Os lucros líquidos gerados por este novo braço comercial seriam reinvestidos diretamente no desenvolvimento do futebol em todo o planeta. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, já havia mencionado planos semelhantes em abril deste ano, destacando o futebol como um motor de desenvolvimento humano e social e a necessidade de garantir que todo o esporte cresça de forma sustentável e inclusiva.

Oposição da Uefa e Críticas Severas

A Uefa, órgão máximo do futebol europeu, posicionou-se de forma enfática contra a proposta da Fifa. Em um comunicado contundente, a Uefa declarou que a “alma e a governança do futebol não são ativos para negociar”, cruzando uma linha que, segundo a entidade, instituições de futebol jamais deveriam ultrapassar.

A Uefa expressou preocupação com a falta de transparência sobre quem se beneficiaria financeiramente e afirmou categoricamente que “nenhum de nós é dono do futebol. Não cabe à Fifa vendê-lo”. A entidade europeia apela para que todas as associações nacionais, ligas, clubes, jogadores, torcedores e governos levem a questão com extrema seriedade, considerando o futuro do esporte.

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