Flávio Bolsonaro afirma que não indicará Eduardo para o Itamaraty, evita descartar um cargo para Jair Bolsonaro e diz que nomeações nunca foram discutidas entre eles
Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, afirmou que não pretende nomear o irmão, Eduardo Bolsonaro, como chanceler em um eventual governo.
Ao ser questionado em sabatina da TV Globo sobre a possibilidade, o candidato disse que a nomeação para o cargo de relações exteriores é outra questão e que o irmão não assumirá a função.
As declarações foram registradas durante a sabatina, conforme informação divulgada pelo Metrópoles.
O que Flávio disse sobre Eduardo e o Itamaraty
Ao responder sobre uma eventual indicação do irmão, Flávio afirmou, a respeito da carreira internacional de Eduardo, “Ele [Eduardo] construiu, ao longo de mais de dez anos, um relacionamento internacional com vários líderes políticos conservadores, que são de direita, e ele tem o mérito dele. Agora, a questão de ser chanceler no Brasil é uma coisa à parte […] Não será”.
O candidato ressaltou o reconhecimento do trabalho internacional de Eduardo Bolsonaro, mas descartou a hipótese de que ele venha a ocupar o posto de chanceler, segundo sua resposta à pergunta feita durante a sabatina.
Sobre Jair Bolsonaro, pai do candidato
Quando a jornalista insistiu se ele daria um cargo ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio não fechou a porta de forma direta, e destacou que a pauta nunca foi discutida entre os dois.
Na sabatina, o senador disse “Uma coisa é o seguinte: o meu pai vai ser o povo brasileiro, para quem eu vou trabalhar. O presidente Bolsonaro nunca tratou de cargo comigo, nunca sugeriu que eu fosse trabalhar no governo.”
Contexto e implicações
As declarações alimentam expectativas e dúvidas entre eleitores e analistas, porque unem temas pessoais e escolhas políticas, e porque o nome de familiares costuma gerar repercussão pública.
Flávio destacou ainda que tem o privilégio de poder consultar o ex-presidente que tem em casa, mas repetiu que nunca houve conversa sobre cargos entre eles, reafirmando que, no entender dele, as nomeações são assunto distinto das relações pessoais.