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Flávio Bolsonaro diz que fim da reeleição deve valer para seu mandato, promete usar ‘capital político’ para aprovar PEC e afirma que Congresso definirá regras e duração

Flávio Bolsonaro afirmou que a proposta de acabar com a fim da reeleição deve se aplicar também ao seu mandato, caso seja eleito no segundo turno, e disse que usará seu capital político para tentar aprovar a mudança.

O candidato falou depois de receber o apoio formal do Podemos, e reiterou a defesa de reformas no Judiciário e alterações constitucionais sobre segurança pública e maioridade penal.

Em suas declarações, Flávio disse que a alteração precisa ocorrer por meio de uma PEC e que será o Congresso que definirá detalhes como a duração do mandato, conforme informação divulgada pelo Metrópoles.

O que Flávio disse sobre o fim da reeleição

<pFlávio afirmou de forma direta que a medida deve valer para ele, ao mesmo tempo em que atribuiu ao Legislativo a palavra final sobre o processo e prazos. Ele declarou, literalmente, “Vale para mim já. A reeleição precisa acabar”.

Sobre como pretende viabilizar a proposta, disse, na mesma fala, “Vou usar o capital político que um presidente recebe para conseguir aprovar isso. Se o meu mandato vai ser quatro ou cinco anos, o processo legislativo que vai dizer, mas tem que valer para o meu mandato, sim. O Congresso vai definir.” Essas falas colocam a proposta como uma prioridade de campanha, e vinculam sua aprovação ao trabalho com parlamentares.

PEC, Congresso e detalhes legais

Flávio deixou claro que entende ser necessária uma proposta de emenda à Constituição, e defende que mudanças que toquem no regime de mandatos passem pelo rito constitucional. Ele afirmou, também em discurso, “Temos que respeitar a política, tem várias PECs possíveis. Tem que haver uma reforma do Judiciário. Sou a favor da diminuição da maioridade penal, tem que ser por PEC. O fim da reeleição também tem que ser por PEC, e é o Congresso que vai decidir se são quatro ou cinco anos”.

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Ao colocar a questão como PEC, Flávio reforça a necessidade de articulação com bancadas e comissões, já que emendas constitucionais exigem quórum qualificado e tramitação específica no Parlamento.

Apoios partidários e a aliança com o Podemos

Na quinta-feira, o Podemos formalizou apoio a Flávio Bolsonaro para o segundo turno. Antes, União Brasil, PP, Republicanos e Novo já haviam anunciado apoio, e o ex-candidato Ronaldo Caiado declarou voto no senador. Flávio agradeceu as alianças e citou sua liderança no primeiro turno como força para avançar nas pautas indicadas.

O conjunto de apoios aumenta a pressão sobre como o tema da fim da reeleição será pautado no Congresso, já que a aprovação de uma PEC depende de negociações partidárias e da maioria qualificada necessária nas duas Casas.

Declaração sobre a família e futuras candidaturas

Flávio também reagiu a comentários do dirigente nacional do PL sobre uma possível candidatura de Jair Bolsonaro em 2030, e disse que sua proposta de acabar com a reeleição impediria que parentes se candidatem. Ele afirmou, textualmente, “E não é só eu, o meu pai também, já que houve uma fala desencaixada de que ele poderia ser candidato. Se eu for eleito em 2027, a partir de 2030, nenhum parente meu vai ser candidato”.

Com esses posicionamentos, o candidato tenta unir pauta institucional e estratégia eleitoral, ao mesmo tempo em que sublinha que o caminho para mudanças constitucionais passa obrigatoriamente pelo Congresso Nacional.

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