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Flávio Bolsonaro evita dizer se Nunes Marques deve ser investigado e acusa Alexandre de Moraes de perseguir adversários, defende responsabilização e impeachment

Flávio Bolsonaro evita dizer se Nunes Marques deve ser investigado diante de mensagens ligadas ao Banco Master, e acusa Alexandre de Moraes de perseguir adversários políticos

O senador e candidato, Flávio Bolsonaro, participou de sabatina na TV Globo e voltou a destacar que todos devem estar sujeitos à lei, sem citar diretamente se o ministro Nunes Marques deveria ser investigado.

Em vez de responder sobre o ministro indicado por seu pai, Flávio Bolsonaro reforçou que o caminho para apurar condutas de ministros passa pela Lei nº 1.079 e pelo Senado, quando couber o processo de impeachment.

As declarações foram registradas durante a sabatina, conforme informação divulgada pelo Metrópoles.

O que Flávio disse sobre investigação, a Lei nº 1.079 e Nunes Marques

Na sabatina, Flávio Bolsonaro afirmou que “Todo mundo está abaixo da lei, tem que estar abaixo da lei. Esse é o problema do Brasil hoje. Qual é o problema do Brasil? As pessoas acham que estão acima da lei”, defendendo que ministros que incorram em crimes de responsabilidade sejam responsabilizados.

Questionado sobre mensagens encontradas no celular do ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, que mencionam o presidente do TSE, o senador preferiu não afirmar se Nunes Marques também deveria ser investigado, e citou que cabe ao Senado iniciar eventual processo de impeachment quando houver hipótese prevista na lei.

O caso envolve menções a um possível pagamento ao advogado Kevin Marques, filho do ministro, e ao fato de Nunes Marques ter se declarado impedido de julgar a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes, afirmando nunca ter trocado mensagens com Vorcaro e nunca ter julgado processos do Banco Master.

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Acusações contra Alexandre de Moraes e a narrativa de perseguição

Ao tratar de Alexandre de Moraes, Flávio Bolsonaro afirmou que o magistrado teria usado decisões para perseguir opositores, dizendo, “Foi o que mais Alexandre de Moraes fez: tomou decisões perseguindo adversários que ele predeterminava”.

O senador também declarou que Moraes teria atuado politicamente em favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusando o ministro de articular aproximações em Brasília, e afirmou que “Alexandre de Moraes virou o articulador político do Lula em Brasília”.

Segundo Flávio Bolsonaro, Moraes, Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, estariam unidos em torno da reeleição do atual presidente, argumento que sustenta a crítica sobre atuação política do ministro.

Contexto e próximos passos, procedimentos e implicações

O senador insistiu que, se houver práticas previstas na Lei nº 1.079, caberá ao Senado avaliar e, se for o caso, iniciar processo de impeachment contra ministros do STF.

O debate sobre as mensagens de Vorcaro, sobre possíveis repasses envolvendo o filho de um ministro, e sobre impedimentos em julgamentos, deve seguir sob análise de instâncias competentes, enquanto Flávio Bolsonaro mantém a ofensiva contra Alexandre de Moraes e evita uma posição direta sobre Nunes Marques.

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