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Flávio Bolsonaro Recebe Mais de 1.800 Ameaças de Morte Após Proposta de Classificar PCC e CV como Terroristas

Flávio Bolsonaro Relata Onda de Ameaças de Morte Após Proposta sobre Facções Criminosas

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou ter recebido mais de 1.800 ameaças de morte após propor a classificação do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas. A declaração foi feita durante uma transmissão ao vivo na madrugada deste domingo, 16.

Nos últimos meses, a equipe de campanha do senador e seus aliados têm levantado a possibilidade de uma tentativa de assassinato contra o candidato à Presidência da República. As ameaças, segundo a campanha, são diversas e teriam levado a Polícia do Senado Federal a investigar cerca de 30 casos, com um indivíduo supostamente detido em Juiz de Fora por planejar um ataque.

A segurança de Flávio Bolsonaro tem sido um tema recorrente. Em julho, o senador dispensou a escolta da Polícia Federal, alegando desconfiança em relação a possíveis infiltrados, devido à gestão da corporação por um nome indicado pelo PT. A Polícia Federal, por sua vez, possui uma estrutura especializada para proteger até dez candidaturas simultaneamente, atuando em todo o país.

Origem das Ameaças e Tensão Política

A tese de um possível atentado contra Flávio Bolsonaro ganhou força após dois episódios. O primeiro ocorreu durante uma visita aos Estados Unidos, onde o senador defendeu a classificação de organizações criminosas como narcoterroristas. O segundo incidente envolveu declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que mencionou o enforcamento de traidores da pátria, o que a campanha de Bolsonaro interpretou como uma referência a ele.

Em resposta a esses discursos, os advogados da campanha de Flávio Bolsonaro apresentaram uma petição ao Supremo Tribunal Federal (STF), alertando para o que chamaram de repetição de discursos de ameaça e incitação à violência por parte de Lula contra o senador. A equipe de comunicação tem divulgado notas sobre o receio de violência diante das crescentes ameaças.

Medidas de Segurança Reforçadas e Declarações Preocupantes

Diante do cenário, a campanha informou em nota no dia 22 de julho que novas medidas de segurança seriam adotadas, incluindo o triplo de policiais destacados e o uso permanente de colete balístico por Flávio Bolsonaro. Os registros de ameaças foram detalhados: 868 ameaças explícitas, 647 manifestações de incitação à violência, 640 referências codificadas e 133 conteúdos relacionados a planejamento ou oportunidade de ataques.

O próprio Flávio Bolsonaro tem utilizado coletes à prova de balas em eventos há meses, inclusive no lançamento oficial de sua campanha em Copacabana. Em uma transmissão em 30 de julho, ele expressou a necessidade de se proteger para evitar um destino semelhante ao de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e pediu que seus apoiadores também assumissem riscos.

Acusações e Interferência Eleitoral

O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), atribui as ameaças à esquerda, qualificando-a como a “turma mais radical, que se coloca como defensora da democracia, mas é quem mais agride a democracia”. Ele confirmou o receio de ataque, mas assegurou que todas as providências estão sendo tomadas, contando com a estrutura da Polícia do Senado.

Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio e ex-deputado federal, endossou a tese de atentado, sugerindo em entrevista que o assassinato de seu irmão poderia beneficiar eleitoralmente Lula, tornando a eleição “entregue de bandeja”. Contudo, não há evidências públicas que comprovem uma orquestração de grupos de esquerda para tais ataques. No passado, episódios de violência ocorreram com envolvimento de pessoas de diferentes espectros ideológicos.

Alertas Divulgados por Aliados e Apoiadores

Aliados e apoiadores também têm amplificado os alertas sobre supostos planos de ataque. Um vídeo divulgado pelo comunicador Allan dos Santos em junho alegava que o CV planejava matar Flávio Bolsonaro em Minas Gerais, com base em supostas conversas em grupos de WhatsApp sobre um atentado durante a entrega de um título honorário em Belo Horizonte. O ataque, no entanto, não se concretizou.

Em junho, o deputado federal Maurício Marcon (PL-RS) comentou em uma entrevista no YouTube um trecho que, segundo ele, indicava uma “nítida incitação, uma ameaça à vida de Flávio e Eduardo” por parte de Lula. Marcon comparou a fala do presidente a um “apito de cachorro”, uma forma de dar ordens veladas, frequentemente usada por traficantes e associada ao que ele chamou de “narcopresidente da República”.

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