O fundo GARE11, da Guardian Real Estate, inicia 2026 com movimentações que mudam seu patamar operacional, após uma emissão de cotas sem precedentes.
A 7ª emissão trouxe capital para compras de ativos e para ajustar a liquidez e a estrutura do fundo.
As decisões recentes combinam aquisições físicas e investimentos em instrumentos de crédito, com foco no próximo ciclo do mercado imobiliário, conforme informação divulgada no programa Liga de FIIs, do InfoMoney.
Fechamento da 7ª emissão e aquisições estratégicas
Segundo a gestora, a 7ª emissão de cotas, concluída ao fim de 2025 e que captou R$ 1,27 bilhão, marcou um novo estágio do FII. Esse aporte foi considerado a maior emissão de cotas de sua história, e permitiu a aquisição de ativos como lojas locadas à Desco Atacado, o Parque Logístico Confins, e o edifício corporativo sede da MRV, em Belo Horizonte.
Com esses movimentos, GARE11 ampliou a diversificação entre varejo, logística e escritório, e reforçou contratos de aluguel de longo prazo, buscando previsibilidade de receitas.
Racional da estrutura híbrida e estratégia de liquidez
A gestora explicou que a estrutura híbrida do fundo, com uso de FIIs internos, foi pensada para otimizar custos e dar flexibilidade nas aquisições e nas vendas. A alternativa permite movimentar ativos entre veículos relacionados de forma mais eficiente, segundo a apresentação no programa.
Além disso, a estratégia de liquidez inclui compra de CRIs, como forma de ajustar exposição ao mercado de crédito imobiliário, e participação em outros veículos, entre eles GAME11, Guardian Multiestrategia, e XPRI, XP Renda Urbana, para diversificar fontes de retorno.
Contexto macro e posicionamento para o próximo ciclo
A gestora justificou as operações diante de um cenário macro descrito como um “desencontro”, com juros ainda elevados e menor liquidez na renda variável, mas com ativos imobiliários negociados em condições atrativas. Esse contexto levou à avaliação de oportunidades de compra e de proteção de caixa, ao mesmo tempo.
O posicionamento do GARE11 busca aproveitar preços mais atraentes em ativos reais, mantendo, ao mesmo tempo, instrumentos de liquidez e exposição a veículos que ofereçam retorno complementar.
O que observar daqui para frente
Para investidores, os pontos a acompanhar são a execução das integrações dos ativos adquiridos, a manutenção dos contratos de longo prazo e a performance das participações em outros fundos e CRIs. A combinação entre renda contratada e ativos financeiros deve determinar a resiliência do fundo no próximo ciclo.
O episódio com Gustavo Asdourian, sócio-fundador da Guardian Gestora, detalha esses movimentos e está disponível na edição do Liga de FIIs, do InfoMoney.