Dívida Pública Federal sobe 0,07% em janeiro, para R$ 8,641 trilhões, com correção de juros de R$ 74,79 bilhões e resgate líquido de R$ 68,76 bilhões, segundo o Tesouro
O estoque da Dívida Pública Federal registrou leve alta em janeiro, em comparação com dezembro, sustentado principalmente pela correção de juros, enquanto parte desse efeito foi neutralizado por resgates líquidos.
O movimento reflete variações distintas entre a dívida interna e a externa, e mostra também uma elevação da participação de não residentes na DPMFi, o que altera o perfil dos detentores dos títulos.
Os números foram divulgados pelo Tesouro Nacional, e trazem detalhes sobre os valores e percentuais do estoque, da correção de juros e da composição por investidores, conforme informação divulgada pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira.
Crescimento do estoque e fatores que influenciaram a variação
Segundo o relatório, o estoque da Dívida Pública Federal (DPF) cresceu 0,07% em janeiro, na comparação com dezembro, de R$ 8,635 trilhões para R$ 8,641 trilhões. A correção de juros no estoque da DPF foi de R$ 74,79 bilhões no mês passado, neutralizado, em parte, pelo resgate líquido, no valor de R$ 68,76 bilhões.
A dívida inclui a interna e a externa, com movimentos distintos entre as duas. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) cresceu 0,26%, e fechou o mês em R$ 8,330 trilhões. Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) caiu 4,75%, para R$ 310,59 bilhões.
Participação dos investidores estrangeiros na DPMFi
A presença de investidores estrangeiros na DPMFi avançou no mês, passando de 10,35%, em dezembro de 2025, para 10,69%, em janeiro de 2026, segundo o Tesouro. O estoque de papéis nas mãos dos estrangeiros teve aumento de R$ 30,63 bilhões, passando de R$ 859,64 bilhões para R$ 890,27 bilhões no período.
Quem domina o estoque da DPMFi
Entre os grupos que mais detêm títulos da DPMFi, as instituições financeiras continuam na liderança, com participação de 31,92% em janeiro, ante 32,88% em dezembro. A parcela dos fundos de investimento passou de 20,79% para 21,36%.
O grupo de previdência oscilou de 22,76% para 22,66%, e as seguradoras aumentaram sua fatia de 3,47% para 3,63%. Esses movimentos mostram ajustes na composição dos detentores da dívida, com impacto potencial na liquidez e na demanda por títulos públicos.