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Golpe do Pix liderou processos na Justiça em 2025, ranking completo de fraudes digitais, números do Jusbrasil e estados mais atingidos

Conforme levantamento do Jusbrasil divulgado ao UOL, fraudes digitais concentraram o maior número de ações judiciais até agosto de 2025, com o Golpe do Pix em destaque entre os casos analisados

O levantamento do Jusbrasil analisou 129 mil decisões judiciais entre 2010 e agosto de 2025, e aponta que golpes digitais são os que mais afetam cidadãos hoje.

Entre janeiro e agosto de 2025, o Golpe do Pix foi o tipo de fraude que mais gerou processos na Justiça, seguido por outros golpes que exploram engenharia social e contas falsas.

Os dados e números compilados pelo estudo confirmam a predominância de fraudes eletrônicas no país, conforme levantamento do Jusbrasil divulgado ao UOL.

Levantamento e ranking de decisões judiciais

O estudo informou que, no recorte de janeiro a agosto de 2025, os golpes com mais casos judiciais foram, exatamente, Golpe do Pix: 4.564, Golpe da falsa central de atendimento: 4.355, Golpe do WhatsApp: 3.538, Golpe do boleto: 3.712 e Golpe do falso motoboy: 2.869.

Quando o período considerado vai desde 2010 até agosto de 2025, as fraudes com maior número de decisões são, na ordem informada pelo levantamento, Golpe do falso motoboy: 26.908, Golpe do boleto: 24.930, Golpe do WhatsApp: 16.640, Golpe do Pix: 13.979 e Golpe da falsa central de atendimento: 10.608.

O estudo ressalta que o número pode ser ainda maior, porque foram quantificados apenas processos que trazem o termo “golpe” e que chegaram aos tribunais.

Os tribunais dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul concentram a maior parte das ações do tipo, segundo os dados do levantamento.

Como funciona o Golpe do Pix

O Golpe do Pix é descrito como uma fraude de engenharia social, que usa técnicas digitais para enganar a vítima, fazendo com que ela envie o dinheiro de forma voluntária para criminosos.

Na prática, a vítima é abordada por um perfil que se passa por conhecido, por exemplo um “filho” que trocou de número e pede transferência, e acaba realizando o envio sem perceber o golpe.

Como a transferência foi feita voluntariamente, as instituições financeiras nem sempre conseguem provar que houve fraude, e, em muitos casos, a vítima não recebe o valor de volta.

Medidas de proteção e o Mecanismo Especial de Devolução, MED

Para tentar reduzir prejuízos, há ferramentas que acompanham o caminho do dinheiro em ocorrências de golpes e fraudes, como o MED, que rastreia transferências no sistema de pagamentos instantâneos.

O levantamento destaca que o uso do MED pelas instituições financeiras é obrigatório desde o dia 2 de fevereiro de 2026, medida que busca facilitar ressarcimentos e a rastreabilidade de valores.

Especialistas consultados apontam que, além do MED, a prevenção depende de educação digital, checagem de contatos e processamento rápido de reclamações junto ao banco e às autoridades, para aumentar as chances de recuperação do dinheiro.