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Por que o FII GARE11 cria subfundos para cada imóvel, como essa estrutura reduz custos como ITBI, agiliza vendas e potencializa retorno aos cotistas

A estrutura societária escolhida por um fundo pode impactar diretamente a rentabilidade dos cotistas. No caso do FII GARE11, a gestão optou por agrupar alguns imóveis em subfundos para ganhar flexibilidade operacional.

Esses subfundos funcionam como veículos separados, comparáveis a SPEs usadas por incorporadoras, e servem para isolar ativos, facilitar vendas e otimizar impostos e custos de transação.

Nas próximas seções explicamos por que a estratégia da gestora pode reduzir despesas como o ITBI, como evita cobrança duplicada de taxas e de que forma permite suavizar a distribuição de ganhos.

conforme informação divulgada pela Guardian e pelo programa Liga de FIIs do InfoMoney.

Como subfundos podem reduzir custos, por exemplo com ITBI

A gestão do fundo destaca que, ao comprar cotas de um fundo que detém um imóvel, o adquirente pode evitar o pagamento direto de tributos incidentes na transmissão do bem. Em palavras do gestor, “A gente usa essa estrutura para ter flexibilidade e redução de custos, por exemplo, no ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis). Quando você compra cotas de um fundo, você não tem esse custo na aquisição. Isso pode gerar economia para o cotista”, afirma Gustavo Asdourian, sócio da Guardian.

Taxas e custos de gestão, a posição da gestora

Uma dúvida comum é se a existência de subfundos implica em cobrança de taxa em duplicidade. Segundo a gestora, essa preocupação não se concretiza. “Não existe cobrança em duplicidade. O investidor paga apenas a taxa do GARE11”, ressalta Gustavo Asdourian, indicando que a estrutura não onera o cotista com cobranças paralelas de gestão.

Flexibilidade para distribuir resultados e tratar vendas

Além da economia tributária, a separação por subfundos facilita a gestão de receitas não recorrentes, como vendas de ativos. A estrutura permite parcelar operações ou escalonar a distribuição de resultados, evitando concentração excessiva de dividendos em um único período. “Você consegue encaixar melhor o resultado e suavizar a distribuição de dividendos”, diz Asdourian.

Gestão ativa e movimentações previstas para 2026

A Guardian afirma adotar uma estratégia de gestão ativa no FII GARE11, com histórico de ao menos uma venda relevante por ano. Para 2026, já existem negociações em andamento, tanto para alienação de ativos, quanto para desenvolvimento em empreendimentos estratégicos de renda urbana. Nas palavras do gestor, “Tem conversas de venda e também de desenvolvimento. A gente deve ter boas surpresas ao longo do ano”, diz o gestor.

Em resumo, ao organizar imóveis em subfundos, o FII GARE11 busca combinar ganhos operacionais e tributários, oferecer maior flexibilidade na gestão de resultados e tornar as transações mais atraentes para potenciais compradores, segundo a gestora consultada.