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Guerra EUA-Irã se Alastra: Ataques Aéreos Intensificam Conflito de Cinco Meses no Oriente Médio e Ameaçam Preços do Petróleo

EUA e Irã intensificam confrontos, reacendendo temores de escalada global e impacto na economia

A guerra de cinco meses entre os Estados Unidos e o Irã escalou com troca de ataques aéreos, marcando uma nova fase de hostilidades que se espalham por todo o Oriente Médio. A situação atual eleva a preocupação internacional com a segurança da navegação comercial e a volatilidade dos mercados de energia.

Em resposta a ameaças contínuas, Washington executou uma operação aérea visando dezenas de alvos militares iranianos. O objetivo, segundo o Comando Central dos EUA, foi **degradar a capacidade de Teerã** de ameaçar tropas americanas, aliados árabes e o tráfego marítimo na região, conforme divulgado pelo Comando Central dos EUA em sua plataforma X.

Por sua vez, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã reivindicou ataques a bases aéreas na Jordânia e no Kuwait, comunicados divulgados no Telegram. A Guarda afirmou que o ataque à Jordânia foi uma retaliação direta a ataques americanos contra áreas residenciais iranianas. O Exército do Kuwait confirmou que um ataque iraniano atingiu um prédio no norte do país, resultando na morte de um trabalhador e em danos materiais significativos.

Ataques se expandem para o Egito e Mar Vermelho

O conflito demonstrou sua crescente abrangência com o ataque de drones a duas embarcações de gás natural liquefeito (GNL) em um porto egípcio no Mar Mediterrâneo. O incidente, que causou incêndios, mas sem feridos, foi o primeiro ataque em águas egípcias desde o início da guerra, há mais de cinco meses. Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo ataque até o momento.

A Arábia Saudita e o Iraque também foram arrastados para o centro do conflito. Riad uniu-se aos EUA em ataques contra milícias apoiadas pelo Irã no Iraque, após ataques a instalações petrolíferas sauditas. Paralelamente, militantes houthis no Iêmen, também com apoio de Teerã, intensificaram ataques a embarcações sauditas no Mar Vermelho, após declararem um bloqueio contra o reino.

Trégua rompida e impacto nos preços do petróleo

Uma breve trégua entre EUA e Irã, destinada a dar espaço à diplomacia, foi rompida na terça-feira. Teerã lançou o que o presidente dos EUA, Donald Trump, descreveu como um “ataque surpresa”, disparando mísseis balísticos contra uma base militar americana na Jordânia, o que provocou um aumento imediato nos preços do petróleo.

Donald Trump declarou que os EUA responderão com força. “Vamos atingi-los com muita força porque é a nossa vez de atacá-los”, afirmou a jornalistas na Casa Branca, indicando uma possível escalada. A ameaça de atingir infraestrutura civil, como pontes e usinas de energia, paira no ar, embora os recentes ataques americanos não tenham tido esse alvo, segundo informações disponíveis.

Os preços do petróleo, que dispararam 8% na sessão anterior, apresentaram estabilização na quinta-feira, com o barril Brent negociado em torno de US$ 90. A escalada dos preços da energia reflete a instabilidade gerada pela recente onda de hostilidades, que se seguiu a uma pausa de duas semanas em ataques recíprocos e ao colapso de negociações de paz.

Negociações e desafios econômicos persistem

Negociações entre EUA e Irã para restaurar a estabilidade, especialmente no Estreito de Ormuz, estão em andamento, segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Paquistão, Tahir Andrabi. No entanto, divergências significativas persistem, com o Irã resistindo às exigências dos EUA para garantir a navegação comercial ininterrupta pelo estratégico Estreito de Ormuz.

O conflito prolongado representa riscos políticos para o governo americano, com as eleições de meio de mandato se aproximando. A economia, já impactada pelo aumento dos preços da gasolina nos EUA devido à paralisação parcial do Estreito de Ormuz, torna-se um ponto crucial na avaliação dos eleitores. A Arábia Saudita também sente o peso da guerra, com sua economia registrando contração.

Em um sinal de retomada cautelosa, o Catar enviou sua primeira remessa de GNL pelo estreito após um de seus navios-tanque ter sido atacado há cerca de três semanas. O Paquistão, por sua vez, mediou para garantir passagem segura a um navio que estava parado no Golfo Pérsico. Os EUA mantêm um bloqueio contra o Irã, focado em restringir as exportações de petróleo do país.

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