Guerra EUA x Irã: Tensão Máxima com Ultimato de Trump e Ameaças de Retaliação Iraniana
O 38º dia da guerra entre Estados Unidos e Irã foi marcado por declarações contundentes do presidente americano Donald Trump, que ameaçou o país persa com uma possível intervenção militar rápida. Trump estabeleceu um prazo para que o Irã aceite um acordo e reabra o estratégico Estreito de Ormuz, elevando ainda mais o clima de instabilidade na região.
Enquanto isso, o Irã reagiu com veemência às ameaças, classificando-as como “delirantes” e prometendo retaliação. A Guarda Revolucionária confirmou a morte de seu chefe de inteligência em um ataque israelense, intensificando o ciclo de violência.
A Casa Branca, por sua vez, mostrou cautela em relação a propostas de cessar-fogo apresentadas por negociadores internacionais, indicando que a situação permanece complexa e volátil. As informações foram divulgadas conforme apurado pela Reuters e pelo site Axios.
Trump Impõe Prazo e Ameaça Tomar o Irã “em uma Noite”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom das ameaças ao Irã, afirmando que o país persa “pode ser tomado em uma noite”. Em pronunciamento, Trump estabeleceu a noite de terça-feira, 7 de novembro, como prazo final para que o Irã aceite um acordo e reabra o Estreito de Ormuz. Segundo o presidente americano, a proposta apresentada por Teerã até o momento “não é suficiente”.
Trump também sugeriu que Washington poderia assumir o controle do Estreito de Ormuz e passar a cobrar taxas pela passagem de navios. Ele reconheceu a força do Irã, mas ressaltou que o país “não é tão forte quanto era há um mês”, indicando a percepção de um enfraquecimento das capacidades iranianas.
Irã Rejeita Proposta e Chama Ameaças de Trump de “Delirantes”
A resposta do Irã às declarações de Trump foi imediata e contundente. O comando militar iraniano classificou as ameaças como “delirantes” e afirmou que as falas do presidente americano não compensariam a “vergonha e humilhação” sofridas pelos EUA na região. Teerã também declarou que o Estreito de Ormuz “jamais voltará a ser como antes, especialmente para os Estados Unidos e Israel”.
Nesta segunda-feira, Estados Unidos e Irã receberam uma proposta de cessar-fogo imediato, reabertura de Ormuz e acordo de paz definitivo, elaborada por negociadores do Egito, Paquistão e Turquia. No entanto, fontes ouvidas pela Reuters indicam que Teerã rejeitou a reabertura do estreito. A Casa Branca, por sua vez, declarou que essa é apenas uma das propostas em circulação e não apoiou o cessar-fogo imediato, segundo o site Axios.
Guarda Revolucionária Promete Retaliação Após Morte de Chefe de Inteligência
A Guarda Revolucionária do Irã confirmou que seu chefe de inteligência, Majid Khademi, foi morto em um ataque israelense e prometeu retaliação com novos ataques. O antecessor de Khademi também havia sido morto em 2025 em uma ação conjunta de Israel e dos EUA, evidenciando um padrão de confrontos direcionados.
O país também criticou a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) por sua suposta inação diante de ataques a instalações nucleares iranianas, afirmando que a postura do órgão “encoraja a agressão” dos EUA e de Israel.
Ataques Persistem em Diferentes Frentes no Oriente Médio
Enquanto as tensões diplomáticas se intensificam, os ataques continuam em diversas frentes. Israel atacou a maior estrutura petroquímica iraniana no campo de gás de South Pars. Uma série de ataques deixou ao menos 25 pessoas mortas no Irã.
Os Houthis, grupo rebelde do Iêmen, juntaram-se ao Hezbollah, no Líbano, e ao próprio Irã em ofensivas contra Israel. No território libanês, bombardeios israelenses mataram ao menos três pessoas. Na noite de segunda-feira, sirenes antimísseis foram acionadas no Bahrein, e a Arábia Saudita informou ter interceptado quatro mísseis, demonstrando a escalada do conflito na região.