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Haddad afirma que escalada do conflito EUA-Irã pode determinar muitos rumos globais, mas destaca que a economia brasileira está bem e governo se prepara para piora

Ministro Fernando Haddad diz que escalada entre Estados Unidos e Irã pode determinar muita coisa, mas ressalta que a economia brasileira está bem e o governo acompanhará com cautela

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avaliou que ainda é cedo para medir os efeitos da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre as variáveis macroeconômicas, a não ser que o confronto se intensifique.

Haddad afirmou que o ministério acompanha o desenrolar das ações, mas sublinhou que a economia brasileira está em situação favorável no momento, e que o governo está atento a sinais de piora.

O ministro falou rapidamente com jornalistas antes de entrar no auditório onde proferiu aula magna no início do ano letivo da FEA da USP, e apontou que medidas poderão ser adotadas se necessário, conforme informação divulgada pelo Ministério da Fazenda.

O que o ministro disse sobre a economia brasileira

Questionado sobre impactos imediatos, Haddad disse, “Vamos aguardar e eventualmente estar preparados para uma piora no ambiente econômico”, destacando a necessidade de cautela diante da incerteza. Ele reiterou que, no momento, é difícil prever os desdobramentos do conflito.

O ministro também lembrou que o Brasil tem uma pauta de exportação superavitária, mas descartou a ideia de aproveitar crises externas para benefício unilateral, dizendo, “Mas ninguém está contando com isso para tirar vantagem, muito pelo contrário, o Brasil espera um mundo de paz e tranquilidade”.

Medidas e preparação do governo

Haddad afirmou que o Ministério da Fazenda acompanha a situação e que o país se manterá pronto para adotar medidas se o cenário externo se deteriorar. “Mas nós vamos aguardar e eventualmente nos prevenir se houver necessidade de uma outra medida. Nesse momento nós vamos acompanhar com cautela e eventualmente estar preparado para uma piora do ambiente econômico, que nesse momento é difícil prever o que vai acontecer”, disse o ministro.

Posição diplomática e impacto

Além da área econômica, Haddad ressaltou o papel do presidente Lula na busca por soluções diplomáticas, com ênfase no fortalecimento das Nações Unidas e do Conselho de Segurança, visando um ambiente de paz. A posição do governo, segundo ele, é esperar estabilidade e evitar medidas precipitadas, enquanto acompanha possíveis impactos sobre comércio e investimentos.