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Ibovespa Dispara 1% com Acordo EUA-Irã e Exterior Positivo, Mas PETR4 Cai 4% com Queda do Petróleo

Ibovespa opera em alta impulsionado por otimismo internacional, com PETR4 em queda devido à desvalorização do petróleo.

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A bolsa brasileira, Ibovespa, abriu o pregão desta segunda-feira (15) em forte alta, superando 1% e atingindo os 173 mil pontos. O otimismo é impulsionado pelo acordo preliminar anunciado entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz. Esse cenário internacional positivo reflete nas principais praças acionárias globais.

No entanto, a Petrobras (PETR3; PETR4) apresenta um movimento contrário, com as ações preferenciais (PETR4) em queda de cerca de 4%. A desvalorização do petróleo no mercado internacional, reflexo direto do anúncio de paz, impacta diretamente os papéis da estatal. O barril de petróleo WTI caiu 5,15%, a US$ 80,51, e o Brent recuou 4,90%, a US$ 83,05.

O dólar comercial também sente o impacto do cenário externo e opera em queda, cotado a R$ 5,03, enquanto os juros futuros registram recuo. Essas movimentações indicam uma busca por ativos de maior risco por parte dos investidores, em detrimento da moeda americana e dos títulos de renda fixa.

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Acordo de Paz e Impacto nos Mercados Globais

O anúncio de um acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio e garantir a reabertura do Estreito de Ormuz gerou alívio generalizado nos mercados globais. O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou em sua plataforma Truth Social que o acordo foi concluído e que o Estreito de Ormuz seria reaberto, incentivando os navios a voltarem a navegar. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, atuou como mediador e também confirmou o fechamento do acordo, que deve ser assinado formalmente na próxima sexta-feira na Suíça.

A notícia trouxe calma à região, que vivenciava um conflito de três meses com quase 3.800 mortos. O Líbano, em particular, sofreu as consequências mais graves, com um grande número de deslocados. O cessar-fogo traz um alívio significativo, embora autoridades israelenses ainda descartem a desocupação de zonas de segurança.

As bolsas asiáticas e europeias operaram em alta expressiva. Na Europa, o índice STOXX 600 abriu com ganhos recordes, impulsionado pela perspectiva de estabilidade geopolítica. Nos Estados Unidos, os futuros de Nova York também indicavam um dia positivo, com o Dow Jones Futuro avançando 0,84%, S&P 500 Futuro em alta de 1,23% e Nasdaq Futuro com ganho de 1,98%.

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IPO da SpaceX e Perspectivas Econômicas

O mercado também repercute o sucesso do IPO da SpaceX, empresa de Elon Musk, que movimentou US$ 85,7 bilhões nos Estados Unidos. As ações da companhia subiram 19% em sua estreia na Nasdaq, elevando a capitalização de mercado para mais de US$ 2 trilhões. Esse evento reforça o sentimento positivo no mercado de tecnologia.

No cenário econômico interno, o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central indica uma elevação nas projeções para a inflação e o PIB em 2026. A estimativa para a inflação (IPCA) em 2026 subiu para 5,30%, e para o PIB, a projeção aumentou para 1,96%. As projeções para a taxa Selic e o câmbio também foram revisadas para cima.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, manifestou-se favorável a discussões sobre ajustes na apuração da inflação no Brasil, argumentando que os índices atuais podem não refletir mais o peso de certos itens na cesta de consumo. Ele também vê com bons olhos o debate sobre aprimoramentos no boletim Focus para maior transparência.

Copom e o Futuro da Política Monetária

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa Selic está no radar dos investidores. Beto Saadia, economista-chefe da Nomos, aponta que o mercado já precifica um corte de 25 pontos-base, levando a Selic para 14,25% ao ano. O desafio para o Copom será justificar o corte diante de dados econômicos

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