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Ibovespa em Queda: Tensão EUA-Irã, Inflação nos EUA e Cenário Político Brasileiro Pressionam Mercado

Mercado Brasileiro Sofre com Geopolítica e Dados Econômicos: Entenda os Fatores por Trás da Queda do Ibovespa

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O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou o pregão em queda nesta quarta-feira, atingindo seu menor patamar em cinco meses. A forte aversão ao risco no mercado global, impulsionada pelo aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã, somada a dados de inflação nos EUA e incertezas políticas internas, contaminaram o sentimento dos investidores.

O índice de referência do mercado acionário brasileiro caiu 0,7%, fechando em 168.619,26 pontos, um nível não visto desde janeiro. O volume financeiro negociado foi de R$ 26,1 bilhões, refletindo a cautela predominante no mercado. A escalada do conflito no Oriente Médio e as dinâmicas econômicas internacionais foram os principais vilões do dia.

No cenário doméstico, a volatilidade eleitoral e as projeções econômicas para o Brasil também contribuíram para o pessimismo. Acompanhe os detalhes que levaram o Ibovespa a renovar sua mínima e os setores que mais sentiram o impacto. Conforme informação divulgada pela Reuters, o Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, quase perdendo o patamar de 168 mil pontos no pior momento, contaminado pela aversão a risco decorrente do aumento da tensão geopolítica, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar atacar o Irã “com muita força”.

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Tensão no Oriente Médio Impacta Mercados Globais

As declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que os EUA atacariam o Irã “com muita força” caso um acordo de paz não fosse alcançado, geraram forte apreensão global. Trump afirmou que a ação seria uma resposta à derrubada de um helicóptero Apache pelo Irã no Estreito de Ormuz. Essa escalada retórica aumentou o receio de um conflito mais amplo na região, afetando diretamente o apetite por risco nos mercados financeiros mundiais.

Apesar da ameaça, declarações posteriores de Trump de que as Forças Armadas dos EUA escoltaram secretamente navios com mais de 100 milhões de barris de petróleo para fora do Estreito de Ormuz ajudaram a mitigar a alta nos preços do petróleo. O barril do Brent, referência internacional, fechou em alta de 1,8%, a US$ 93,10, demonstrando a sensibilidade do mercado a notícias sobre a oferta e o transporte de petróleo.

Inflação nos EUA e Perspectivas para a Política Monetária

Os dados de inflação dos Estados Unidos também estiveram no centro das atenções. O índice de preços ao consumidor (CPI) norte-americano subiu 4,2% nos 12 meses até maio, em linha com as expectativas, mas representando a maior alta desde abril de 2023. Na comparação mensal, os preços avançaram 0,5%.

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O núcleo da inflação, que exclui os voláteis componentes de alimentos e energia, apresentou alta de 2,9% na base anual e 0,2% na mensal. Segundo a economista Andressa Durão, do ASA, os dados mostram o forte impacto da guerra na inflação cheia, mas a contaminação para os núcleos permanece contida. A visão é de que o Federal Reserve (Fed) manterá as taxas de juros estáveis ao longo do ano, com riscos de alta devido a pressões inflacionárias, especialmente em serviços.

Cenário Político e Corporativo Brasileiro Sob Escrutínio

No Brasil, a divulgação de uma nova pesquisa eleitoral Genial/Quaest, que indica o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente do senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, adicionou uma camada de incerteza ao mercado. A volatilidade relacionada às eleições presidenciais de outubro está aumentando, segundo estrategistas do Bank of America.

O Bank of America rebaixou a recomendação para o Brasil para “marketweight” em seu portfólio de ações para a América Latina, citando uma perspectiva mais desafiadora para as taxas de juros e expectativas mais fracas para os resultados corporativos. Essa revisão reflete preocupações com o ambiente de negócios e o desempenho futuro das empresas brasileiras.

Destaques do Ibovespa: Vale, Petrobras e Setor Financeiro

As ações da VALE ON (VALE3) recuaram 1,02%, apesar da alta nos futuros do minério de ferro na China e de dados comerciais positivos. Em contrapartida, PETROBRAS PN (PETR4) avançou 1,17%, acompanhando a valorização do petróleo no exterior e impulsionada pela assinatura de um contrato com a Equinor para aquisição de participação no bloco Itaimbezinho. O setor bancário apresentou desempenho misto, com ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4) subindo 0,36%, enquanto BRADESCO PN (BBDC4) caiu 0,98%, BANCO DO BRASIL ON (BBAS3) recuou 0,58%, SANTANDER BRASIL UNIT (SANB11) cedeu 0,63% e BTG PACTUAL UNIT (BPAC11) despencou 3,24%.

As ações de tecnologia e varejo sofreram com o cenário de aversão ao risco e juros. TOTVS ON (TOTS3) caiu 7,02%, seguindo o desempenho negativo de ações de softwares nos EUA. MAGAZINE LUIZA ON (MGLU3) perdeu 6,74% e NATURA ON (NATU3) recuou 5,65%, ambas sensíveis a juros. Apesar de um alívio nas taxas de juros de curto prazo no Brasil, a curva futura continuou precificando uma alta da Selic no segundo semestre, aumentando a pressão sobre esses ativos.

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