Ibovespa fevereiro registra alta mensal de 4,09%, novas máximas históricas e rotação setorial, com 8 ações subindo mais de 10% e 8 caindo mais de 10%
Ibovespa fevereiro fechou o mês entre recordes e volatilidade, com movimentos fortes em papéis ligados a construção, celulose, telecom e energia.
Ao mesmo tempo, quedas relevantes afetaram empresas de varejo, educação e saúde, refletindo riscos operacionais e revisões de recomendações.
Os dados e os destaques a seguir foram compilados a partir da fonte enviada pelo usuário, com números e citações extraídas diretamente do material disponibilizado.
Resumo do fechamento e da dinâmica do mês
Conforme a fonte, o Ibovespa recuou 1,16%, a 188.786,98 pontos, acumulando declínio de 0,92% na semana, mas ainda subiu 4,09% no mês, em cenário de novas máximas históricas e fluxo de estrangeiros para ações brasileiras.
O movimento mensal combina juros, resultados corporativos e programas de remuneração ao acionista, levando a forte rotação entre papéis com fundamentos e aqueles expostos a riscos específicos.
As 8 que mais subiram em fevereiro
No mês, oito ações subiram mais de 10%, destacando-se a MRV (MRVE3), a Suzano (SUZB3), a Vivo (VIVT3), a TIM (TIMS3), duas classes da Axia (AXIA3, AXIA6), a PetroRecôncavo (RECV3) e a Copel (CPLE3).
A valorização da MRV foi influenciada por cenário favorável para juros e expectativas positivas com o programa Minha Casa Minha Vida, além de números operacionais sólidos e melhora no fluxo de caixa livre no Brasil.
O BTG Pactual avaliou que os resultados operacionais do quarto trimestre trouxeram mais aspectos positivos do que negativos, citando que os números operacionais no Brasil foram sólidos, com velocidade de vendas de 23%, e que a geração de caixa no Brasil foi positiva e acima da projeção da casa.
A XP projetou um 4T misto para a MRV, com receita líquida estimada em R$ 2,668 bilhões, variação anual de +12% e trimestral de -7%, margem bruta em 31,1% e lucro líquido ajustado estimado em R$ 115 milhões, contra prejuízo de R$ 170 milhões no 4T24.
O Itaú BBA espera que, após sólidos resultados operacionais no 4º trimestre, a receita líquida da MRV cresça 26% ano a ano, com expansão de margens brutas em cerca de 300 pontos-base, e vê lucro líquido da MRV em R$ 70 milhões, sendo R$ 160 milhões nas operações no Brasil.
A Suzano teve forte alta após resultados promissores e anúncio de nova política de preços, com Ebitda reportado de R$ 5,58 bilhões e sinalização de manter produção cerca de 3,5% menor que a capacidade nominal anual, além de autorizar recompra de até 40 milhões de ações.
Bradesco BBI reiterou recomendação de compra para a Suzano, citando uma assimetria risco-retorno atraente, enquanto a companhia anunciou aumento de preços da tonelada de celulose em março em até US$ 50 em alguns mercados.
A Vivo registrou ganhos após um 4T com receita, Ebitda e lucro acima das estimativas, com crescimento da receita de vendas de serviços em 7,0% ano a ano e Ebitda crescendo 8,1% ano a ano, levando o Bradesco BBI e o Itaú BBA a destacarem a qualidade dos resultados e o potencial de distribuição a acionistas, incluindo um programa de recompra de até R$ 1 bilhão.
A TIM se beneficiou de lucro líquido normalizado de R$ 1,35 bilhão no quarto trimestre, alta de 28% ano a ano e acima das expectativas, com guidance para 2026 indicando crescimento de receita de serviços em aproximadamente 5% e retorno ao acionista entre R$ 5,3 e 5,5 bilhões.
A Axia avançou com otimismo sobre migração ao Novo Mercado, condicionada à aprovação em assembleias, movimento que, segundo o Itaú BBA, pode melhorar governança, liquidez e atrair investidores de longo prazo.
Entre as petroleiras, a PetroRecôncavo teve destaque por mudanças na diretoria e ajustes na estrutura, apesar de analistas, como a Genial Investimentos, apontarem produção do 4T25 em 24,9 mil bpd, abaixo do esperado para reservas 1P.
As 8 que mais caíram em fevereiro e motivos
Do outro lado, oito ações caíram mais de 10% em fevereiro, lideradas por Raízen (RAIZ4), Cogna (COGN3), GPA (PCAR3), Hapvida (HAPV3), Totvs (TOTS3), Minerva (BEEF3), CSN (CSNA3) e Smart Fit (SMFT3).
A Raízen iniciou o mês com notícia de elevação de recomendação pelo JPMorgan para bonds, mas passou por pressão após a Cosan anunciar resgate antecipado de títulos, e em sequência contratou assessores para diagnóstico estratégico, com agências divulgando rebaixamentos de ratings corporativos.
O CEO da Raízen informou compromisso de Cosan e Shell em contribuir com capital para solução, contudo a companhia registrou prejuízo líquido trimestral de R$ 15,6 bilhões e alertou para uma “relevante incerteza” sobre sua capacidade de continuar operando, conforme a fonte.
A Cogna sofreu correção após alta acumulada de 230% desde 2024, com investidores realizando lucros e o Bradesco BBI rebaixando recomendação de compra para neutra, diante da avaliação de preços e expectativa de resultados mais fracos no 4T25.
O GPA figurou entre as maiores quedas após divulgar demonstrações com nota sobre “incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa sobre a continuidade operacional da companhia”, informação contida em revisão feita pela Deloitte.
A Hapvida permanece sob pressão desde um 3T25 desfavorável, com os papéis perdendo força após resultados ruins e dúvidas sobre se os problemas são estruturais ou cíclicos, mesmo com mudanças na gestão e postura mais restritiva em investimentos sendo vistas positivamente por alguns analistas.
A Totvs acompanhou queda de ativos de software no exterior, com índice do setor em retração e referência a desvalorizações de empresas como a AMD, o que afetou o desempenho das ações da Totvs no mês.
A Minerva sofreu corte de recomendação pela XP, de compra para neutra, após resultados insatisfatórios no 4T25, enquanto a CSN e a Smart Fit também figuraram entre as quedas por fatores setoriais e específicos de cada companhia.
Contexto macro e o que observar adiante
O movimento em fevereiro refletiu combinação de fluxo estrangeiro, resultados corporativos e movimentos de preço de commodities, como o Brent acima de US$ 71 o barril no mês, que beneficiou petroleiras em geral.
Entre sinais a serem acompanhados, estão a divulgação de balanços do 4T25 de várias companhias citadas, como MRV, PetroRecôncavo e outras, além de decisões sobre recompras, guidance e eventuais ajustes de governança que podem alterar o apetite por risco dos investidores.
Para investidores, a rotação entre vencedoras e perdedoras no Ibovespa em fevereiro mostra a importância de avaliar tanto catalisadores pontuais, como recompras e guidance, quanto riscos operacionais e financeiros indicados por alertas nas demonstrações.
Os números e trechos citados foram extraídos da fonte enviada pelo usuário, conforme informação divulgada na matéria original disponibilizada.