Ibovespa hoje reage ao alívio nos rendimentos globais, tenta recuperar os 170 mil pontos com Petrobras, Vale e bancos em alta, enquanto Tesouro dos EUA amplia recompra de títulos longos
Ibovespa hoje sobe de forma expressiva após movimento do mercado de títulos nos Estados Unidos, com ganhos generalizados entre as blue chips e redução do dólar, o que ajuda a interromper uma sequência de perdas.
O movimento ocorre em meio a atuação do Departamento do Tesouro dos EUA e a melhora no sentimento externo, com investidores também atentos à ata do Federal Reserve, prevista para a tarde.
Os dados e declarações que fundamentam essa leitura foram divulgados ao mercado ao longo do pregão, conforme informação divulgada pela Reuters.
O que fez o mercado virar, explicando a atuação do Tesouro dos EUA
O motor imediato do dia foi a decisão do Tesouro norte-americano, anunciada nesta quarta-feira, de aumentar o apoio à liquidez em títulos longos, o que ajudou a conter a alta dos rendimentos, que vinha reduzindo o apetite por risco globalmente. Em comunicado, o departamento informou que vai dobrar o valor das operações de recompra para os setores de 10 a 20 anos e de 20 a 30 anos, “passando de US$2 bilhões para pelo menos US$4 bilhões por operação”.
O anúncio veio depois de uma liquidação que empurrou o rendimento do Treasury de 30 anos a máximas não vistas desde 2007, e ajudou os rendimentos a recuarem, segundo a Reuters.
Desempenho do Ibovespa, blue chips e fluxo no pregão
Na B3, o índice teve uma recuperação significativa, com as ações de Petrobras e Vale entre as maiores contribuições. As ações da Petrobras, PETR4, e da Vale, VALE3, avançaram mais de 2%, enquanto grandes bancos também registraram ganhos consistentes, o que sustentou a alta do índice.
Em momentos do pregão, o Ibovespa renovou altas intradiárias, com a leitura “Recorde diário renovado: Ibovespa agora sobe 2,41%, aos 170.340,60 pontos” sendo registrada durante a sessão, conforme dados do mercado. A alta ocorre após uma sequência negativa de 11 pregões, quando o índice acumulou queda de 6,55% em agosto.
Dólar, juros e Tesouro Direto
No câmbio, o movimento de maior apetite por risco pressionou o dólar para baixo, com o relatório de pregão apontando que o dólar comercial recua a R$ 5,16, aliviando custos para ativos em reais. Ao mesmo tempo, os juros futuros recuaram por toda a curva, refletindo menor pressão de prêmios de risco no curto prazo.
No Tesouro Direto, títulos indexados ao IPCA lideraram as quedas, depois de um movimento nos Treasuries que levou os rendimentos de longo prazo a uma máxima de 19 anos em sessões recentes e, em seguida, a um recuo após a intervenção do Tesouro dos EUA.
Riscos e o que acompanhar até o fechamento
Apesar do alívio momentâneo, o mercado segue dividido entre fatores domésticos, como incertezas fiscais e eleitorais, e externos, incluindo a trajetória dos rendimentos globais e a evolução das tensões no Oriente Médio, que mantêm o petróleo em alta.
Investidores terão atenção redobrada à ata do Federal Reserve, que pode trazer pistas sobre a condução da política monetária nos Estados Unidos e influenciar novamente os rendimentos, o dólar e, por consequência, o comportamento do Ibovespa hoje nos próximos dias.
Os trechos e números citados ao longo do texto foram extraídos de reportagens e comunicados de mercado, conforme informação divulgada pela Reuters.

