Aguarde, Carregando
Pular para o conteúdo

Imposto de renda 2026, documentos que investidores precisam: guia prático para ações, FIIs, ETFs, BDRs, criptomoedas e investimentos no exterior

Organizar documentos é essencial para acertar o Imposto de renda, especialmente quando a carteira tem diferentes ativos. A tarefa começa antes do envio, com uma checagem completa de extratos, informes e comprovantes.

Investidores que têm ativos no exterior, ações, FIIs, ETFs ou criptomoedas precisam de itens específicos, e a falta de um comprovante pode gerar dúvidas ou multas. A montagem da pasta do IR evita retrabalhos e facilita conferências.

Este guia explica, por tipo de investimento, quais documentos reunir, como converter valores em reais e como comprovar impostos pagos no exterior, para reduzir riscos na declaração do Imposto de renda.

Para a declaração, o trabalho mais importante começa antes: é montar a “pasta do IR” com todos os dados e documentos. conforme informação divulgada pelo InfoMoney

Investimentos no exterior, o que reunir e como comprovar

Quem tem contas em corretoras ou bancos fora do país deve guardar extratos anuais com a posição de todos os ativos em 31/12/2025, o histórico de todas as compras e vendas em 2025 e a lista de dividendos, juros, cupons e outros rendimentos.

Além disso, é preciso apurar ganhos de capital e perdas para futuras compensações, fazer a conversão dos valores para reais usando a PTAX de venda na data de cada evento e reunir comprovantes de imposto pago no exterior, quando houver. Esses documentos são essenciais para fechar o cálculo do Imposto de renda.

Ações e day trade, notas de corretagem e comprovantes mensais

Para ações, reúna informes de rendimentos de todas as corretoras com dividendos e JCP, posição em ações em 31/12/2025 e extratos mensais da conta na corretora. Salve todas as notas de corretagem de 2025 para comprovar compras e vendas.

No caso de day trade, separe notas de corretagem que identifiquem as operações, e mantenha uma planilha separando day trade de operações comuns, com resultado líquido por dia e por mês, IRRF retido em cada mês e DARFs pagas ao longo de 2025.

Mesmo quem só perdeu precisa declarar a atividade, tanto para evitar malha fina quanto para preservar o direito de compensar prejuízos, conforme informação divulgada pelo InfoMoney

FIIs, dividendos, ETFs e BDRs, informes e cruzamento de dados

Os investidores em FIIs devem reunir informes de rendimentos dos fundos e anotar lucros e prejuízos nas vendas de cotas por mês, além de DARFs pagas sobre lucros. Diferente de ações, FIIs não seguem a mesma regra de isenção por limite de vendas.

Para dividendos, confira se os informes de rendimentos batem com os extratos de conta, garantindo que nenhum pagamento de provento de 2025 ficou de fora. Em ETFs e BDRs, guarde informes e comprovantes, e no caso de retenção no exterior, salve também os comprovantes internacionais.

Criptomoedas, controles de compra e venda e limites de isenção

Em criptomoedas, é fundamental ter extratos anuais de exchanges nacionais com histórico de operações. Anote data, moeda, quantidade e valor em reais na compra e na venda para cada transação, e faça a apuração de ganho de capital por operação.

Verifique meses em que o total de vendas ultrapassa o limite de isenção, e saiba que o Fisco pode não receber automaticamente informações de plataformas estrangeiras, por isso a organização prévia é ainda mais crítica para o Imposto de renda.

Montar a pasta do IR com esses documentos, manter planilhas atualizadas e checar conversões e comprovantes de impostos pagos no exterior reduz riscos de erros, facilita compensações futuras e ajuda a evitar notificações da Receita Federal.