Starmer afirma que autorização a EUA para usar bases britânicas é medida de legítima defesa coletiva, para destruir mísseis na origem e proteger vidas britânicas no Golfo
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou que aceitou um pedido dos Estados Unidos para utilizar bases britânicas na região do Golfo Pérsico, com objetivo de atingir instalações de armazenamento e lançamento de mísseis do Irã.
Starmer afirmou que a decisão tem caráter defensivo, destacando a necessidade de proteger aliados e cidadãos britânicos que vivem na região, e negou que o Reino Unido esteja participando diretamente dos ataques ao Irã.
Conforme informação divulgada pelo primeiro-ministro do Reino Unido.
Motivação oficial e justificativa
Segundo Starmer, “A única maneira de acabar com esta ameaça de ataques iranianos a países vizinhos é destruindo os mísseis em sua origem”. Ele ressaltou, em vídeo postado em seu perfil no X, que “A base de nossa decisão é a legítima defesa coletiva de amigos e aliados de longa data, e a proteção de vidas britânicas”.
O premiê também afirmou que “Nossos parceiros no Golfo pediram que fizéssemos mais para defendê-los, e é meu dever proteger vidas britânicas”, como justificativa para autorizar o uso das bases, mantendo, segundo ele, uma postura de não envolvimento direto nos ataques.
Alvos, alcance e incidentes na região
As retaliações iranianas atingiram, além de Israel, alvos na Jordânia, Kuwait, Bahrein, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Omã, segundo o pronunciamento do primeiro-ministro.
Starmer afirmou que as ações iranianas têm atingido alvos civis em nações parceiras e colocam em risco cidadãos britânicos no Golfo, o que motivou pedidos de ajuda dessas nações.
Capacitação e defesa aérea britânica
O governo britânico reportou que as forças armadas já mantêm “jatos no ar como parte de operações defensivas que interceptaram com sucesso ataques iranianos.” Além disso, o Reino Unido enviará especialistas britânicos e ucranianos para ajudar os parceiros do Golfo a abater drones iranianos.
A inclusão de especialistas ucranianos foi justificada pela experiência de Kiev em enfrentar drones iranianos, utilizados no conflito com a Rússia, segundo Starmer.
Riscos, histórico e lições lembradas
Ao reiterar que o uso das bases tem objetivo apenas defensivo, Starmer lembrou da invasão norte-americana no Iraque em 2003, citando aprendizado sobre erros passados: “Todos nós nos lembramos dos erros no Iraque e nós aprendemos as lições”.
O premiê buscou, com isso, afirmar um equilíbrio entre apoio a aliados, capacidade de defesa e a cautela quanto a um envolvimento direto em ofensivas que poderiam escalar o conflito na região.
Fontes citadas: declaração pública do primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer.