A expectativa é que a temporada comece no início da segunda quinzena de março e encerre no último dia útil de maio, 29 de maio, portanto contribuintes já podem se preparar.
As mudanças trazidas pela Reforma da Renda e pela Reforma Tributária já estão em vigor, porém devem impactar a declaração apenas a partir do IR de 2027, relativo a 2026.
Reunir informes de rendimento, comprovantes de despesas dedutíveis e atualizar bens e direitos facilita o preenchimento e reduz o risco de inconsistências, conforme informações da Receita Federal e da IR Trade.
Prazo e calendário esperado
Segundo projeções, o envio da declaração deverá ser liberado no começo da segunda quinzena de março, com término no último dia útil de maio, que em 2026 deve cair em 29 de maio.
Em termos práticos, a declaração a ser entregue até o fim de maio, relativa a 2025, será muito semelhante à entregue no ano anterior, porque as alterações em vigor só devem valer para o exercício seguinte.
Quem precisa declarar e possíveis ajustes de valores
Espera-se que as obrigatoriedades para a entrega em 2026 se mantenham como em 2025, com a possibilidade de atualização de valores pela inflação acumulada em 4,26% em 2025.
“Os valores limite e aqueles que vemos na tabela progressiva mudam de um ano para o outro porque a Receita os corrige pela inflação, que ficou acumulada em 4,26% em 2025. Então podemos aguardar essa atualização, mas sem grandes mudanças”, explicou Vanessa de Oliveira, gerente de contabilidade da IR Trade.
Documentos e organização, o que reunir antes de declarar
Os informes de rendimentos de empregadores, bancos, corretoras, INSS e previdência privada são a base da declaração e devem ser reunidos com atenção, incluindo valores isentos.
Também precisam ser guardados os comprovantes de despesas dedutíveis, como saúde, educação e PGBL, sempre com CPF ou CNPJ do prestador, além de manter atualizados os dados de bens e direitos, mesmo sem movimentação no ano.
Não esquecer rendimentos extras, como aluguéis e trabalhos como autônomo ou freelancer, que são facilmente cruzados pela Receita, e revisar dados básicos como CPF de dependentes e conta bancária, para acelerar o preenchimento.
Plataforma e declaração pré-preenchida
Este ano a tendência é que a maioria dos contribuintes siga utilizando a declaração pré-preenchida, que carrega automaticamente informações de diversos bancos de dados relacionados ao contribuinte.
Mais da metade das 43,3 milhões de declarações entregues à Receita dentro do prazo oficial em 2025 foram pré-preenchidas, o que mostra a adoção crescente da ferramenta.
A plataforma online Meu Imposto de Renda permite enviar a declaração a partir de qualquer dispositivo móvel, porém até ano passado investidores de renda variável e quem teve ganho de capital com bens e direitos ficaram impedidos de usar o sistema por limitações das ferramentas.
Especialistas apontam que a evolução do Meu Imposto de Renda é esperada, mas a Receita pode recalcular o ritmo de mudanças, diante das reformulações previstas para 2027, portanto vale acompanhar atualizações oficiais no começo de março.