MEC vai estender bolsas, reconstruir laboratórios em novo prédio de 7 mil metros quadrados e recompor equipamentos após incêndio na UFPE
O incêndio que atingiu instalações da Universidade Federal de Pernambuco causou prejuízos a pesquisas, laboratórios e estudantes, gerando medidas emergenciais do governo federal.
Autoridades prometem apoio financeiro, reconstrução e prorrogação de benefícios para proteger a continuidade dos trabalhos acadêmicos afetados.
Detalhes sobre extensão de bolsas, custo da obra e investigação foram informados pelas autoridades responsáveis, conforme informações divulgadas pela reitoria da UFPE e pelo Ministério da Educação (MEC).
Impacto nas pesquisas e nas bolsas
Segundo a reitoria, o incêndio atingiu cerca de 200 dissertações e teses de mestrado e doutorado, o que compromete projetos em andamento nas áreas de saúde e informática.
O Ministério da Educação informou nessa quinta-feira, 8/10, que irá estender a bolsa dos pesquisadores que tiveram trabalhos afetados “pelo período necessário à continuidade dos trabalhos”, medida destinada a reduzir a interrupção nas pesquisas.
O que foi atingido e a resposta imediata
As chamas atingiram o prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo, Dine, que reunia pesquisas especialmente nas áreas de saúde e informática.
Durante a pandemia da Covid-19, a unidade realizou exames para mais de 130 municípios, segundo o MEC, evidenciando a importância dos laboratórios afetados para serviços públicos e pesquisa aplicada.
Reconstrução, custos e recomposição de equipamentos
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, esteve no campus e anunciou a construção de um novo prédio no local, com custo de R$ 28 milhões, para receber os laboratórios atingidos.
Segundo o MEC, o edifício novo terá 7 mil metros quadrados, mais que o dobro da área da antiga estrutura, e a construção deve ter início após a conclusão da perícia e das investigações sobre o incêndio.
O MEC também afirmou que fará, junto com outros ministérios que mantinham pesquisas no prédio, a recomposição dos equipamentos dos laboratórios atingidos, para restabelecer a capacidade de trabalho dos grupos afetados.
Investigação e estimativa de prejuízo
A investigação sobre as causas do incêndio é realizada pela Polícia Federal, PF, que já instaurou um inquérito sobre o caso.
Segundo a PF, o Instituto Nacional de Criminalística foi acionado para auxiliar na perícia, e a corporação manteve contatos com o reitor da universidade e com o comandante do Corpo de Bombeiros.
A UFPE informa que ainda está avaliando a situação e os danos causados, e o reitor Alfredo Gomes estimou que o dano é de cerca de R$ 100 milhões, valor que será confirmado após levantamento técnico detalhado.
Enquanto a apuração segue, a extensão das bolsas e a promessa de recomposição de infraestrutura pelo MEC buscam minimizar o impacto do incêndio na UFPE sobre projetos, alunos e serviços prestados à população.

