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Investigação da PF revela que Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, teve Réveillon pago em hotel de luxo e articulação com a Unigel

Polícia Federal investiga a conduta de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, em meio a suspeitas de tráfico de influência e benefícios privados enquanto ocupava cargo estratégico no governo.

Documentos e mensagens analisadas pela Polícia Federal colocam o ex-chefe de gabinete do presidente Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, no centro de uma polêmica envolvendo a Unigel e a Petrobras.

O caso ganha contornos de escândalo após a revelação de tratativas sobre hospedagens de luxo e solicitações de contatos com o alto escalão do governo federal. As evidências sugerem uma proximidade preocupante entre o ex-assessor e interesses privados.

Conforme informações divulgadas pelo Diário 360, o material apreendido levanta questionamentos sobre a ética e a legalidade das ações praticadas por Marcola durante o exercício de sua função pública no Palácio do Planalto.

O Réveillon em Paraty e as mensagens suspeitas

As investigações apontam que, em novembro de 2023, a lobista Roberta Luchsinger discutiu com Marcola os detalhes de uma hospedagem de Réveillon em um hotel de luxo em Paraty. Nas conversas, há menções sobre a oferta de um carro blindado e preocupações com o registro dos pagamentos.

A lobista teria manifestado receio de que o gasto ficasse associado diretamente a um executivo da Unigel, sugerindo um esforço para ocultar a origem dos recursos destinados ao lazer do ex-chefe de gabinete de Lula.

Articulação com o Ministério de Minas e Energia

Além da hospedagem, as mensagens mostram que Roberta Luchsinger pediu que Marcola acionasse o ministro Alexandre Silveira para tratar de interesses específicos da Unigel. O pedido ocorreu pouco antes da assinatura de um contrato estratégico.

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Marcola teria respondido à solicitação afirmando que já possuía uma reunião agendada com o ministro antes de um encontro oficial dele com o presidente Lula. O contrato de tolling entre a Petrobras e a Unigel foi formalizado em 29 de dezembro de 2023.

Defesa nega intermediação de interesses

Em sua defesa, Marcola nega categoricamente que tenha intermediado negociações ou atuado de forma irregular para favorecer interesses privados. Ele sustenta que sua função era apenas o encaminhamento de demandas institucionais do governo.

O Ministério de Minas e Energia também se posicionou sobre o caso, negando que o ex-chefe de gabinete tenha procurado o ministro Alexandre Silveira para solicitar qualquer tipo de interferência em contratos ou processos da Petrobras.

O que diz a investigação da PF

O conjunto de diálogos agora passa por uma análise detalhada dos investigadores. O objetivo da Polícia Federal é esclarecer se os contatos descritos nas mensagens representavam um fluxo de trabalho comum ou se houve extrapolação dos limites da função pública.

A sociedade aguarda os próximos passos do inquérito para entender se as trocas de favores, como a estadia em Paraty, tiveram relação direta com a influência exercida por Marcola junto a órgãos federais e estatais como a Petrobras.

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