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Investimento de pessoas físicas cresce 15,5% em 2025, CDBs lideram com R$ 1,33 trilhão, ETFs e FIDCs registram altas expressivas e atraem varejo

Investimento de pessoas físicas registra avanço, com foco em CDBs, fundos de renda fixa e produtos que ganharam espaço no varejo, segundo Anbima

O ano de 2025 fechou com movimentação significativa entre investidores pessoa física no Brasil, com alocação crescendo em múltiplas frentes.

Os produtos tradicionais de renda fixa se destacaram, muita captação em CDBs e aumento em fundos que voltaram a atrair recursos do varejo.

Os dados são públicos e foram divulgados pela Anbima, e servem de termômetro para a preferência por ativos em um cenário de juros elevados, conforme informação divulgada pela Anbima.

Resultado geral do mercado pessoa física

O volume financeiro investido por pessoas físicas no Brasil alcançou a marca de R$ 8,58 trilhões em dezembro de 2025, um crescimento de 15,5% em comparação aos R$ 7,43 trilhões registrados no encerramento de 2024, segundo a Anbima.

O avanço foi puxado pelo segmento de varejo alta renda, que registrou um salto de 21,2% no período, reforçando a tendência de migração para produtos mais sofisticados e rendimentos atrelados à taxa de juros.

CDBs e renda fixa, a preferência renovada

Os produtos tradicionais de renda fixa continuam sendo os preferidos dos investidores pessoa física, com destaque para o CDB, que registrou alta de 27,7%.

O ativo teve captação líquida de R$ 288,7 bilhões no ano entre as pessoas físicas, alcançando alocação total de R$ 1,33 trilhão, aponta o balanço da Anbima.

Fundos de renda fixa também apresentaram forte tração, com expansão de 28,2%, ultrapassando a marca de R$ 1 trilhão em patrimônio entre pessoas físicas.

Outros produtos que cresceram muito

Além dos CDBs, ETFs e títulos públicos se destacaram, com os ETFs avançando 47,8%, alcançando R$ 18,3 bilhões em volume total, e os títulos públicos crescendo 43,4%, somando R$ 263,6 bilhões.

Fundos de participações, fundos imobiliários e COE também atraíram recursos, com avanços de 31,7% para FIPs, chegando a R$ 45,5 bilhões, 25,7% para FIIs, com R$ 128,5 bilhões, e 23,5% para COE, totalizando R$ 103,3 bilhões.

Entre volumes robustos, a categoria dos ativos isentos, que inclui CRA, CRI, LCA, LCI e debêntures incentivadas, teve alta de 15,5%, batendo a marca de R$ 1,42 trilhão, e a Previdência privada subiu 13,7%, com R$ 1,54 trilhão acumulados.

Destaque percentual, FIDCs e alerta sobre base de comparação

Em termos percentuais, os fundos de investimento em direitos creditórios, FIDC, foram o grande destaque do ano, registrando um salto de 122,8% em 2025.

No entanto, a expansão parte de uma base ainda pequena, o patrimônio alocado em FIDCs chegou a R$ 51,9 bilhões frente aos mais de R$ 8,5 trilhões do mercado total, observa a Anbima.

Segundo Luciane Effting, presidente do Fórum de Distribuição da Anbima, o crescimento se explica em parte porque o produto passou a ser distribuído ao varejo, ganhando espaço entre investidores que buscam diversificação.

Ativos que recuaram em 2025

Nem todos os ativos aproveitaram a maré favorável, a tradicional Poupança viu seu volume encolher 1,1% em 2025, fechando o ano com R$ 961,4 bilhões.

Fundos multimercados recuaram 1,9%, para R$ 536 bilhões, fundos cambiais caíram 1,8% para R$ 1,9 bilhão, e as Letras Imobiliárias Garantidas, LIG, amargaram um tombo de 13,6%, encerrando com R$ 100,4 bilhões.

O conjunto de informações mostra mudança de preferência por segurança remunerada e diversificação estruturada, com investidores pessoa física realocando recursos para produtos que oferecem rendimento atrelado a juros e alternativas de renda, segundo os dados compilados pela Anbima.