IPC-S desacelera em maio, mas acumula alta anual de 4,16%

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), apresentou uma desaceleração em seu ritmo de alta na terceira quadrissemana de maio. O indicador registrou uma variação de 0,65%, um recuo em relação aos 0,66% da segunda quadrissemana e aos 0,75% da primeira.

Apesar do alívio momentâneo, o IPC-S acumula uma elevação de 4,16% nos últimos doze meses, o que ainda representa um peso considerável no bolso dos consumidores. A análise detalhada da FGV revela oscilações significativas em diferentes grupos de despesas.

A variação do IPC-S na terceira quadrissemana de maio foi influenciada por movimentos contrastantes em diversos grupos de consumo. Enquanto alguns itens apresentaram queda em seus preços, outros registraram aumentos expressivos, moldando o cenário inflacionário do período, conforme divulgado pela FGV.

Grupos de despesas apresentam comportamentos divergentes

Na terceira quadrissemana de maio, três dos oito grupos que compõem o IPC-S registraram decréscimo em suas taxas de variação. O grupo de Transportes, por exemplo, desacelerou de uma alta de 0,15% para uma queda de 0,46%. Da mesma forma, Saúde e Cuidados Pessoais passou de 0,87% para 0,62%, e Educação, Leitura e Recreação cedeu de 0,30% para 0,22%.

Em contrapartida, outros grupos importantes mostraram ganho de força em suas variações. O grupo de Habitação subiu de 0,85% para 1,02%, impulsionado por reajustes em tarifas. Vestuário também avançou significativamente, de 0,09% para 0,61%. Despesas Diversas apresentou a maior aceleração, passando de 0,88% para 1,34%, e o grupo de Alimentação continuou sua trajetória de alta, avançando de 1,35% para 1,44%. O grupo Comunicação manteve-se estável em 0,06%.

Combustíveis e itens básicos puxam índice para baixo e para cima

As maiores influências que contribuíram para a desaceleração do IPC-S na terceira quadrissemana de maio vieram de itens como a gasolina, que passou de uma variação de -0,53% para -1,39%, e o etanol, que registrou uma queda mais acentuada de -3,39% para -5,42%. O café em pó também colaborou para a queda, variando de -2,28% para -2,93%. Serviços como transporte por aplicativo apresentaram recuo de -3,24% para -5,07%, e o desodorante teve queda de -1,97% para -2,61%.

Por outro lado, itens que puxaram o índice para cima incluem a tarifa de eletricidade residencial, que subiu de 2,23% para 3,14%. O leite tipo longa vida, apesar de ter desacelerado, ainda registrou alta expressiva de 12,20% para 10,63%. Serviços bancários também ficaram mais caros, com a variação passando de 1,57% para 2,35%. A batata-inglesa e o tomate apresentaram aumentos significativos, com a batata subindo de 19,05% para 32,89% e o tomate de 7,79% para 11,34%.

By Vanessa