Janaína Paschoal pergunta “Por que eu não recebi seu voto?”, busca entender se a perda foi de mérito ou de comunicação, e comenta a nova composição da Câmara Federal após a eleição
Janaína Paschoal, vereadora por São Paulo e uma das autoras do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, subiu à tribuna da Câmara Municipal para cobrar um retorno dos eleitores sobre sua derrota na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados.
Ela afirmou que é uma parlamentar atuante, que zela pelo gasto público, favorece instituições sérias para encaminhar emendas e apresenta ideias originais, e perguntou diretamente ao eleitorado qual teria sido a razão da não eleição.
Na fala pública, a vereadora procurou entender se a razão foi de mérito, se houve falha comunicacional ou se o perfil político que representa não está sendo valorizado nesta janela eleitoral, conforme informação divulgada pelo Metrópoles.
Resultados e números da candidatura
Segundo a apuração, Janaína Paschoal teve apenas 46,7 mil votos, menos do que a quantidade recebida quando foi eleita vereadora, e, de acordo com os números divulgados, a candidatura de 2024 somou 48.893 votos de eleitores da capital paulista.
Na prática, ela ficou como segunda suplente do Progressistas, que este ano fez federação com o União Brasil, formando a federação chamada União Progressista.
Questionamento público da vereadora
Em seu discurso, Janaína fez um apelo direto, com a pergunta literal, “Por que eu não recebi seu voto?”, e também trouxe uma reflexão sobre a visibilidade de seu trabalho, citando, “Será que esse trabalho está sendo visto? Ou, se está sendo visto, e não é valorizado? Ou as pessoas entendem que esse perfil não é interessante nesse momento histórico na Câmara Federal?”.
Contexto partidário e composição da bancada
A federação União Progressista conquistou cinco cadeiras na bancada paulista, com Sargento Nantes, Maurício Neves e Coronel Telhada, pelo PP, e Sirlange Manga e Milton Leite Filho, pelo União Brasil.
Em 2022, o PP elegeu quatro deputados por São Paulo, e o União conseguiu seis cadeiras na Câmara Federal, números que serviam de referência para as expectativas da federação, feitas públicas durante a campanha.
Analistas ressaltam que, mesmo com o crescimento da direita no Congresso, a principal redução esperada na próxima legislatura está entre partidos de centro direita, o que ajuda a explicar parte do cenário que pegou eleitores e candidatos de surpresa.

