Crise no WhatsApp envolvendo o canal Exército do Lula reúne mais de 4 milhões de apoiadores, André Janones critica suspensão, e presidente do TSE condiciona retomada ao registro e prazo legal
O canal de WhatsApp Exército do Lula saiu do ar na noite de terça-feira, e a medida desencadeou reação de líderes e apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O deputado federal André Janones afirmou que a suspensão lembra o período da ditadura, e relembrou promessa de Lula de entrar no grupo quando atingisse 5 milhões de pessoas.
Os detalhes da decisão e do prazo imposto pelo Tribunal Superior Eleitoral foram divulgados pela corte, e a reportagem traz a sequência de determinações judiciais e as justificativas das partes, conforme informação divulgada pelo Metrópoles.
O que disse Janones
Em vídeo publicado nas redes sociais, Janones criticou a suspensão e fez uma comparação direta com a ditadura, dizendo, “Bom, pessoal, vocês viram aí que o canal foi censurado, né? Voltamos pra 1964 e o canal Exército Lula tá fora do ar”.
O parlamentar também lembrou a promessa de Lula sobre entrar no grupo ao atingir 5 milhões de seguidores, afirmando, “Mas vocês lembram que o Lula falou que, quando o canal atingisse 5 milhões de pessoas, ele ia comprar um celular e entrar no grupo? Algo me diz que daqui a 48 horas o Lula vai ter que comprar um celular”.
Decisão do TSE e exigência de registro
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, determinou a retirada do canal do ar e condicionou seu funcionamento ao registro do endereço eletrônico pelo time de campanha de Lula na Justiça Eleitoral.
A exigência foi cumprida pela campanha, mas Nunes Marques estabeleceu que o espaço só poderá voltar a funcionar após o cumprimento do prazo de 48 horas previsto na legislação eleitoral, prazo que termina na quinta-feira, dia 15/10.
Análise técnica e reviravolta na corte
A disputa judicial se intensificou quando a campanha de Flávio Bolsonaro pediu a suspensão do canal, alegando disseminação de desinformação. No domingo, dia 11/10, Nunes Marques já havia determinado a retirada do ar.
Posteriormente, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, autorizou a publicação de mensagens e a entrada de novos seguidores. Uma análise da área técnica do TSE, solicitada por Nunes Marques, não identificou divulgação de notícias falsas específicas no canal.
O que vem a seguir e impacto político
Com a regularização do endereço eletrônico feita pela campanha, a retomada das atividades foi autorizada, desde que respeitado o prazo de 48 horas. O episódio mantém em alta a tensão entre estratégias digitais das campanhas e as decisões da Justiça Eleitoral.
Enquanto o cronômetro legal segue, o canal Exército do Lula permanece no centro da disputa por influência digital na eleição, com repercussões políticas imediatas entre apoiadores e adversários.