Aguarde, Carregando

Justiça rejeita pedido do MP contra Prefeitura de São Paulo por estragos da chuva, juiz diz que prazo para apresentação de planos ainda corre

Justiça rejeita pedido do MP contra Prefeitura de São Paulo por estragos da chuva, juiz Yuri Cesar Serapião Soares Pereira afirma que prazo para apresentação de planos ainda corre

A Justiça paulista negou o pedido do Ministério Público que exigia da Prefeitura de São Paulo explicações em 48 horas sobre os estragos causados pela chuva, segundo decisão divulgada nesta sexta-feira.

O Ministério Público buscava esclarecimentos sobre o acionamento da Defesa Civil e sobre o atendimento às pessoas atingidas nas enchentes, após túneis alagados, veículos submersos e moradores ilhados.

O juiz Yuri Cesar Serapião Soares Pereira, da 13ª Vara da Fazenda Pública, afirmou que o processo se limita ao cumprimento da obrigação de apresentar planos de intervenção, e que a prefeitura ainda tem prazo para cumprir essa determinação.

conforme informação divulgada pelo Metrópoles.

Decisão judicial e limites do processo

Na decisão, o magistrado entendeu que o pedido do MP, que pedia respostas em 48 horas, dizia respeito a fatos e apurações que não fazem parte do processo em questão. O juiz ressaltou que a ação em tramitação visa apenas o “cumprimento da obrigação de apresentar planos de intervenção de curto, médio e longo prazo”.

O texto judicial também registra, em palavras do juiz, que a prefeitura “ainda está dentro do prazo fixado para o cumprimento dessa determinação”, argumento central para a negativa do pedido imediato do Ministério Público.

Anúncios

Resposta da Prefeitura e atualização dos planos

Em nota ao Metrópoles, a administração municipal afirmou que “já havia apresentado à Justiça, em dezembro de 2025, os três planos de intervenção previstos na condenação” e que, em julho, houve determinação para reapresentação dos documentos, providência que será adotada.

A prefeitura informou que os planos estão sendo atualizados com base nos dados da terceira edição do Plano Diretor de Drenagem, publicada em setembro de 2026, e que “as ações previstas nos planos já estão em execução e seguem os cronogramas estabelecidos nos respectivos documentos”, conforme a nota citada.

Segundo a cidade, os planos apresentados em dezembro de 2025 contemplam, a curto prazo, medidas e intervenções com horizonte de execução de até dois anos, com foco nas áreas de risco mais premente e em ações prioritárias, a médio prazo, ações estruturantes com horizonte de implementação de dois a cinco anos, e a longo prazo, planejamento de até 15 anos, voltado à definição de uma estratégia global e integrada de saneamento ambiental e macrodrenagem.

Impactos das chuvas e números divulgados

As fortes chuvas que atingiram São Paulo na quarta-feira, dia 14/10, deixaram cenas de alagamento no Túnel São João Paulo II, conhecido como Túnel do Anhangabaú, com veículos empilhados e passageiros ilhados.

Entradas de estações do Metrô foram tomadas pela água, árvores caíram sobre carros na Bela Vista, e pontos como a Avenida 23 de Maio registraram veículos boiando e motoristas ilhados na região do Ibirapuera.

O aeroporto de Congonhas, na zona sul, “registrou 148 voos atrasados por conta da chuva. O número representa 24% das viagens de quarta-feira (14/10), segundo a plataforma Flightradar24. Pelo menos seis voos foram cancelados”.

O que muda e próximos passos

Com a decisão, o pedido do MP contra Prefeitura de São Paulo para respostas imediatas não prosperou dentro deste processo, que seguirá focado na apresentação e atualização dos planos de intervenção.

Isso não impede que o Ministério Público ou outras instâncias busquem investigação ou medidas sobre falhas na resposta aos temporais, em processos distintos, caso entendam necessário.

Enquanto isso, a prefeitura diz que vai reapresentar e atualizar os documentos conforme determinado pela Justiça, e que as ações previstas nos planos estão em execução seguindo os cronogramas divulgados, informação prestada ao Metrópoles.

Rolar para cima