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Kassio aciona PF após ataques a servidores da Justiça Eleitoral, TSE identifica cerca de 30 mil manifestações de desinformação e comunica X e Meta

Kassio aciona PF e TSE investiga ataques a servidores da Justiça Eleitoral, entre desinformação, exposição de dados pessoais e ameaças veladas

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, acionou a Polícia Federal para investigar ataques e ameaças direcionadas a servidores da Justiça Eleitoral e aos seus familiares nas redes sociais.

O tribunal afirma ter identificado um volume expressivo de publicações irregulares, com conteúdos que vão da divulgação de dados pessoais a ofensas e intimidações, e tomou medidas para conter a circulação desses posts.

Segundo levantamento do TSE, os registros começaram a ser acompanhados na terça-feira, 6/10, e reúnem material coletado até o início da tarde desta quinta, conforme informação divulgada pelo TSE.

O que o TSE registrou

Em nota, o Tribunal informou que identificou, exatamente, “cerca de 30 mil manifestações com desinformação, exposição indevida de dados pessoais, discurso de ódio e ameaças veladas.” Esses registros incluem posts que expõem nomes e dados de servidores e familiares, e mensagens com conteúdo intimidatório.

Medidas adotadas pelas autoridades e pelas plataformas

Além do acionamento da Polícia Federal, o Ministério Público apresentou uma representação para pedir a remoção desses conteúdos e a responsabilização dos usuários responsáveis. “Além disso, o Tribunal comunicou às plataformas X e Meta a proliferação dos posts irregulares”, escreveu o TSE.

Proteção aos servidores

O tribunal informou que “Os servidores e seus familiares passaram a contar com efetivo de segurança, a fim de garantir sua integridade física e apoio psicológico”, medidas que visam reduzir riscos imediatos e oferecer atendimento aos atingidos.

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Monitoramento e investigação técnica

O acompanhamento das publicações é realizado pelo Núcleo Institucional de Garantia dos Direitos Eleitorais, NIGDE, e pelo Núcleo de Inteligência do Grupo de Enfrentamento à Desinformação, NIGED. As informações coletadas servirão para auxiliar a investigação da Polícia Federal e para embasar pedidos de remoção junto às plataformas.

O caso reforça a atenção do TSE e das autoridades à segurança dos profissionais da Justiça Eleitoral e à necessidade de combater, com rapidez, a circulação de desinformação e ameaças, em especial no contexto de processos eleitorais.

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