Lucro da Irani recua 79% no 4º trimestre, impacto decorre da ausência de crédito tributário não recorrente, receita e Ebitda crescem mesmo com queda de volume
A Irani Papel e Embalagem registrou redução no resultado do quarto trimestre, em meio a um efeito não recorrente que não se repetiu nesta base de comparação.
A companhia manteve crescimento na receita e no Ebitda ajustado, adotando estratégia de priorizar rentabilidade em vez de volume, o que refletiu nos preços médios.
Os números e explicações foram divulgados pela empresa em comunicado ao mercado, conforme informação divulgada pela Reuters.
Por que o lucro caiu tão forte
O principal fator da queda foi a ausência de um ganho extraordinário no ano anterior, a empresa informou que “a queda anual do lucro líquido do quarto trimestre reflete principalmente a ausência do efeito não recorrente registrado no quarto trimestre de 2024 de um crédito tributário líquido de R$168,2 milhões”.
No trimestre em análise, “o lucro líquido caiu no quarto trimestre para R$ 39,0 milhões, representando queda de 79% em comparação com R$ 189,8 milhões no mesmo trimestre do ano passado”, segundo o comunicado.
Receita, Ebitda e preços
Apesar do recuo no resultado líquido, “a receita líquida de vendas do grupo cresceu 2%, a R$416,0 milhões, enquanto o resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado subiu 8,7%, a R$129,0 milhões”.
A empresa destacou que buscou melhorar margens, com “os preços médios subiram 7%, a R$6.129 por tonelada”, o que ajudou a compensar parte da perda de receita por volume.
Volume e alavancagem
O volume de vendas foi afetado, “o volume de vendas de papelão ondulado caiu 6%, a 42,0 mil toneladas”, conforme o balanço. Mesmo assim, a gestão preferiu priorizar preços e rentabilidade.
Quanto à estrutura financeira, “a companhia encerrou o período com uma alavancagem financeira de 1,99 vezes, ante 2,26 vezes no ano anterior”, apontando leve melhora na relação dívida sobre geração operacional.
O que isso significa para investidores
Para analistas e investidores, os números mostram que o recuo do lucro foi mais contábil do que operacional, devido ao crédito tributário não recorrente. A evolução do Ebitda ajustado e a melhora da alavancagem indicam resiliência operacional.
No curto prazo, o foco em rentabilidade e em recuperação de volumes será observado de perto, já que a companhia vem priorizando margens em vez de ganhos por volume.