Lula rebate Marco Rubio e defende soberania brasileira em evento do PDT
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma mensagem direta ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmando que, se ele desejar apoiar seu adversário político, Flávio Bolsonaro, o melhor seria vir ao Brasil e organizar um comitê de campanha.
A declaração ocorreu durante a convenção nacional do PDT, partido que oficializou o apoio à candidatura de Lula à reeleição. O presidente aproveitou o momento para reforçar a defesa da soberania nacional, criticando aqueles que, segundo ele, buscam a intervenção dos Estados Unidos no país.
Sem mencionar nomes diretamente, Lula se referiu a políticos brasileiros que mantêm proximidade com Marco Rubio como “traidores” da pátria. Ele criticou a atitude de pedir aos Estados Unidos a imposição de “punição” ao Brasil, ressaltando a importância das decisões serem tomadas internamente.
Críticas a quem busca punição externa
“Se o secretário de Estado americano, Marco Rubio, quiser vir apoiar meu adversário, que venha, que monte um comitê. Porque a gente vai derrotar todos em nome da defesa da democracia neste país”, declarou o presidente em tom firme durante o evento partidário.
A fala de Lula foi interpretada como uma referência implícita a figuras como Flávio e Eduardo Bolsonaro, filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, conhecidos por manterem um bom relacionamento com o secretário de Estado dos EUA. Esses políticos teriam buscado apoio americano em suas agendas.
“Hoje nós temos não um, nós temos vários traidores que vão aos Estados Unidos pedir para os Estados Unidos imporem punição para o Brasil”, disse o presidente, enfatizando a necessidade de o Brasil trilhar seu próprio caminho.
Defesa da soberania nacional
“Nós queremos uma coisa sagrada: aqui, nós erramos por nós, nós acertamos por nós e aqui ninguém diz o que nós vamos fazer. Aqui nós decidimos o que nós vamos fazer. Porque isso significa a gente voltar a andar de cabeça erguida e defender a nossa soberania”, afirmou Lula.
A declaração do presidente surge em um contexto de tensões comerciais. Na semana passada, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) anunciou uma nova tarifa de 25% sobre a exportação de diversos produtos brasileiros. Essa medida, que entrará em vigor a partir de 22 de julho, afetará setores como madeira, máquinas, equipamentos eletrônicos, móveis, calçados e açúcar, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

