USDA prevê safra recorde de milho no Brasil em 2026/2027, alcançando 139 milhões de toneladas.
A produção de milho no Brasil para a safra 2026/2027 promete atingir um patamar histórico, com projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontando para 139 milhões de toneladas métricas. Este número representa um avanço significativo em relação às safras atuais e anteriores, consolidando a força do agronegócio brasileiro no cenário global.
As expectativas do USDA, divulgadas nesta terça-feira (12), indicam um crescimento robusto, impulsionado por fatores de produção e pela demanda internacional. O relatório WASDE de maio detalha as movimentações do mercado, com destaque para a dinâmica das exportações e o consumo mundial do cereal.
Enquanto os Estados Unidos preveem uma leve queda em suas exportações, o Brasil se posiciona para aumentar sua participação no comércio internacional de milho. Essa projeção, divulgada pelo USDA, sinaliza um cenário promissor para os produtores nacionais e para a balança comercial do país.
Brasil se consolida como gigante nas exportações de milho
A previsão do USDA é que as exportações brasileiras de milho cresçam de 43 milhões de toneladas para 44 milhões de toneladas na safra 2026/2027. Este aumento, embora modesto em termos percentuais, reforça a posição do Brasil como um dos principais fornecedores globais, mesmo diante da concorrência acirrada de outros países produtores.
Os Estados Unidos, apesar de continuarem sendo o maior exportador de milho do mundo, devem registrar uma queda de 5% em suas exportações, totalizando 3,2 bilhões de bushels. Essa movimentação abre espaço para que países como o Brasil e a Ucrânia aumentem sua relevância no mercado.
Produção mundial de milho: um cenário de recordes e ajustes
A produção mundial de milho em 2026/2027, embora prevista para cair em relação ao recorde do ano anterior, ainda se configura como a segunda maior da história, atingindo 1,295 bilhão de toneladas métricas. Essa ligeira retração global é explicada por reduções previstas em grandes produtores como Estados Unidos, Argentina, África do Sul e Ucrânia.
Em contrapartida, o relatório do USDA aponta para safras maiores em países como China, Brasil, Sérvia, Quênia e Rússia. Essa diversificação na produção global de milho demonstra a resiliência e a capacidade de adaptação dos diferentes mercados agrícolas às condições climáticas e econômicas.
Consumo e estoques globais de milho em foco
O consumo mundial de milho, por outro lado, deve registrar um aumento, superando a produção em 19,4 milhões de toneladas. As projeções indicam um recorde de 1,315 bilhão de toneladas métricas consumidas globalmente, com os maiores incrementos previstos para China, Brasil, Vietnã, Índia e México. Esse cenário de consumo crescente pode pressionar os preços e a disponibilidade do grão.
As importações mundiais de milho também devem crescer 1%, impulsionadas pela demanda de países como Vietnã, União Europeia e México. Simultaneamente, os estoques finais globais de milho para 2026/27 são projetados em queda, atingindo o menor nível desde a safra 2013/14. Essa redução nos estoques, especialmente nos principais países exportadores, como Estados Unidos e Brasil, pode gerar atenção no mercado.
Brasil em destaque no relatório do USDA
O relatório do USDA reforça a importância estratégica do Brasil na cadeia produtiva global de alimentos. A projeção de uma safra recorde de milho em 2026/2027, somada ao aumento previsto nas exportações, consolida o país como um ator fundamental para a segurança alimentar mundial.
A expectativa de maior produção e exportação de milho pelo Brasil em 2026/2027, conforme as projeções do USDA, é um indicativo claro do potencial agrícola brasileiro e de sua crescente influência nos mercados internacionais de commodities.