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MP libera megashows na Paulista, megashows na Paulista autorizados com regras estritas, shows internacionais gratuitos poderão ser realizados a partir de 2026, com limites e segurança

Autorização condicionada prevê apenas um megashow em 2026, dois por ano a partir de 2027, shows só em sábados, domingos ou feriados, com controle de público e plano de emergência

O Ministério Público do Estado de São Paulo permitiu a realização de megashows gratuitos de artistas internacionais na Avenida Paulista, desejo da prefeitura já para o segundo semestre de 2026.

Desde 2007, a avenida, que é um dos principais cartões postais da cidade de São Paulo, podia receber apenas até três eventos por ano: a corrida de São Silvestre, o show de Réveillon e a Parada do Orgulho LGBT.

A prefeitura argumentou que, como a São Silvestre e o show de Réveillon acontecem no mesmo dia, deveriam contar como apenas um evento. O MP acatou esse argumento, mas exigiu uma mudança gradual: apenas um megashow poderá ser realizado em 2026 e, a partir de 2027, poderão ser dois, um em cada semestre, conforme informação divulgada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo.

Como ficará o calendário e os limites

A mudança permite ampliar os eventos na via, que antes ficava restrita a três ocasiões por ano. Com a nova regra, a avenida poderá sediar até quatro eventos por ano, contando a São Silvestre e o Réveillon como um único evento, desde que respeitados os limites fixados pelo MP.

Regras de segurança e circulação

O Ministério Público impôs condições para autorizar os megashows na Paulista, entre elas, que os espetáculos ocorram apenas em sábados, domingos ou feriados, e que seja implementado um controle de pedestres nas vias transversais, com revistas, para evitar a entrada de artefatos perigosos.

As estações de metrô poderão ser fechadas em dias de evento, moradores e trabalhadores da avenida poderão circular normalmente, e deverá haver um plano de retirada de pessoas em caso de emergências, além da publicação das ideias para o remanejamento do trânsito com 30 dias de antecedência.

Medidas de saúde, saneamento e ruído

O MP exigiu presença de número suficiente de agentes de saúde e segurança, e a disponibilização de quantidade suficiente de banheiros. Também determinou que sejam tomadas medidas para atenuar o impacto sonoro, embora tenha reconhecido que algum grau de desconforto seja inevitável.

Assinatura da decisão e próximos passos

A decisão foi assinada pelo promotor Marcelo Otávio Camargo Ramos na manhã desta terça-feira, 24, com a presença do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

O processo segue agora para homologação do Conselho Superior do Ministério Público. A Prefeitura defendia a iniciativa, motivada pelo interesse em trazer apresentações internacionais ao centro da cidade após a realização de grandes shows em outras capitais.

As regras definidas pelo MP buscam conciliar a realização dos megashows na Paulista com a segurança pública, a circulação de moradores e trabalhadores, e a minimização de impactos para quem vive e atua na região.