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OAB propõe mandato para ministros do STF sem recondução, medida para reforçar institucionalidade e legitimidade democrática na Corte

OAB apresenta pacote de reformas, entre elas a adoção de mandato para ministros do STF sem possibilidade de recondução, para fortalecer a legitimidade da Corte e reduzir decisões isoladas

A Ordem dos Advogados do Brasil apresentou um conjunto de propostas para reformar o Judiciário, com destaque para a criação de mandato para ministros do STF e a vedação à recondução, como forma de aumentar a institucionalidade e a confiança democrática na Corte.

Além do tema dos mandatos, a pauta inclui a limitação de decisões monocráticas e a adoção de regras para prevenir conflitos de interesse entre magistrados, medidas que, segundo a entidade, visam aperfeiçoar o funcionamento do sistema de Justiça.

As propostas foram aprovadas pelo Conselho Pleno da OAB e estão sendo debatidas com a advocacia em todo o país, em um momento de tensão política, nessa quarta-feira (7/10), conforme informação divulgada pelo Metrópoles.

O que prevê a proposta da OAB

O pacote apresentado prevê, em primeiro lugar, a adoção de mandato para ministros do STF com vedação à recondução, para promover renovação planejada e reduzir pressões políticas associadas a possibilidades de permanência.

Na mesma linha, a entidade defende a limitação de decisões monocráticas, buscando que mais decisões relevantes sejam tomadas pelo colegiado, e a criação de normas claras para evitar conflitos de interesse.

Posicionamento da direção da OAB

O presidente nacional da OAB, Beto Simonetti, negou que as propostas tenham surgido por episódios pontuais, e afirmou que fazem parte de um aperfeiçoamento do Poder Judiciário.

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Em suas palavras, “Elas não surgem de circunstâncias pontuais. Elas representam bandeiras históricas da advocacia brasileira, construídas ao longo de décadas de compromisso com a Constituição, com a cidadania e com a democracia”, disse Beto Simonetti.

Trâmite e mobilização

Para aprofundar o debate e encaminhar as propostas, o Conselho Federal criou, em abril, uma comissão de mobilização para a reforma do Judiciário, com a atribuição de coordenar a atuação institucional da OAB, mobilizar a advocacia e consolidar contribuições das seccionais.

As pautas aprovadas pelo Conselho Pleno serão debatidas nas seccionais pelo país, com a OAB buscando construir consenso e apresentar propostas técnicas ao Legislativo e à sociedade.

Contexto político e repercussão

A defesa de mandato para ministros do STF ocorre em meio a um cenário de discussões sobre mudanças no Judiciário, e a OAB afirma que as propostas têm caráter institucional e histórico, e não se vinculam a casos isolados.

O tema deve entrar em pautas públicas e legislativas nos próximos meses, enquanto a Ordem segue mobilizando advogados e elaborando argumentos técnicos para sustentar a mudança institucional proposta.

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