Aguarde, Carregando

Operação Carbono Oculto mira diretor do Banco Genial e empresário ligado a Daniel Vorcaro em esquema de lavagem de dinheiro e elos com o PCC

A terceira fase da Operação Carbono Oculto desarticula uma rede suspeita de movimentar valores ilícitos entre o mercado financeiro e a máfia dos combustíveis

Uma grande ofensiva foi deflagrada nesta quinta-feira, dia 24, para desmantelar um suposto esquema de lavagem de dinheiro que movimenta o setor de combustíveis. A operação mira figuras centrais do mercado financeiro e empresários suspeitos de manterem vínculos com o crime organizado.

O trabalho investigativo busca rastrear como recursos financeiros são ocultados e movimentados através de fundos de investimento e empresas de fachada. A força-tarefa apura, inclusive, possíveis conexões financeiras com integrantes da facção criminosa PCC.

Conforme informações divulgadas pelo Ministério Público de São Paulo e pela Receita Federal, a ação cumpre dezenas de mandados em diversos estados brasileiros para identificar os verdadeiros beneficiários do esquema criminoso.

Alvos no mercado financeiro e no Banco Genial

Entre os nomes investigados na Operação Carbono Oculto está Humberto Arthur Tupinambá Neto, que atua como diretor e sócio do Banco Genial. A suspeita é de que fundos de investimento da instituição tenham sido utilizados para mascarar a origem de recursos.

Os investigadores acreditam que essas estruturas foram desenhadas para dificultar o rastreamento do patrimônio. O objetivo da operação é esclarecer se houve, de fato, a ocultação de valores e a proteção de beneficiários envolvidos em atividades ilícitas.

Empresário ligado a Daniel Vorcaro sob investigação

Outro personagem central na mira da Operação Carbono Oculto é o empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro. Ele é o dono do Grupo Entre e foi apontado pelas autoridades como uma figura ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Anúncios

A investigação aponta que o grupo de Mineiro teria participado da circulação de recursos entre diversas empresas e fundos. A força-tarefa agora analisa a finalidade dessas movimentações financeiras para entender a extensão do envolvimento do empresário no esquema.

A conexão com a máfia dos combustíveis

A investigação também avança sobre a chamada máfia dos combustíveis, com foco em nomes como Roberto Leme, o Beto Louco, e Mohamad Mourad, o Primo. Eles são apontados como peças-chave em uma complexa cadeia de empresas que funcionam como intermediários.

Segundo as autoridades, a estrutura utilizava companhias como a Usina Itajobi e a distribuidora Terrana para servir como contas de passagem. O objetivo seria dissimular a origem do dinheiro utilizado na aquisição de bens e outros ativos empresariais.

O impacto da Operação Carbono Oculto

A Operação Carbono Oculto cumpre hoje 32 mandados de busca e apreensão em sete estados e no Distrito Federal. O material coletado, incluindo documentos e equipamentos eletrônicos, será fundamental para comprovar a existência da lavagem de dinheiro.

Além dos ativos financeiros, a operação investiga imóveis de alto valor que teriam sido comprados através dessas manobras. O caso segue em apuração, e os citados permanecem sob investigação para que as responsabilidades sejam devidamente definidas pela Justiça.

Rolar para cima