Oswaldo Eustáquio afirma que organiza retorno ao Brasil depois de decisão de Alexandre de Moraes que acolheu pedido da PGR e arquivou investigação, porém condiciona volta à posse de Flávio Bolsonaro
O jornalista Oswaldo Eustáquio disse que está preparando sua volta ao Brasil, considerando que o arquivamento de uma investigação pelo ministro Alexandre de Moraes tornou sem efeito o mandado de prisão que pesava contra ele.
Segundo Oswaldo, a volta, no entanto, ocorrerá apenas se Flávio Bolsonaro for eleito presidente, e ele aguarda o desfecho eleitoral antes de retornar, mantendo critérios de segurança jurídica.
As informações foram divulgadas pela Coluna Manoela Alcântara, em reportagem que relatou a decisão sigilosa tomada por Moraes, e a declaração do próprio jornalista.
Entenda o arquivamento
Em decisão proferida em 4 de setembro, o ministro Alexandre de Moraes acolheu um pedido de arquivamento apresentado pela Procuradoria-Geral da República, por entender que as provas não eram suficientes para responsabilizar os investigados.
Na mesma decisão, Moraes escreveu, “Assim, tendo o Ministério Público requerido o arquivamento no prazo legal não cabe ação privada subsidiária, ou a título originário (CPP, art. 29; CF, art. 5º, LIX), sendo essa manifestação irretratável, salvo no surgimento de novas provas. Diante do exposto, acolho a manifestação da Procuradoria-Geral da República e defiro o arquivamento desta investigação“.
Segundo a PGR, a investigação analisou postagens em redes sociais, registros telefônicos, conversas privadas, dados fiscais e financeiros e depoimentos, e apontou intenção de atacar a reputação de agentes ligados a investigações que tramitavam no STF.
O plano de retorno de Oswaldo Eustáquio
Residente na Espanha desde 2023, Oswaldo Eustáquio afirmou que prepara o retorno com cautela, e me baseado no arquivamento pela PGR e na decisão de Moraes entende que o mandado de prisão foi revogado.
Ele declarou, “Estou preparando minha volta, mas estou fazendo isso com muita segurança jurídica. Mas devo fazer isso após a posse do Flávio Bolsonaro“, indicando que a agenda política e a segurança jurídica norteiam sua decisão.
Outros investigados e contexto policial
Além de Oswaldo, Moraes arquivou a investigação da Polícia Federal contra o senador Marcos do Val, Allan dos Santos e Ednardo D’Ávila Mello Raposo. Os quatro haviam sido indiciados pela PF em agosto de 2025, por uma campanha de exposição e intimidação virtual contra integrantes da PF e do STF.
A PGR concluiu que as provas reunidas, considerando postagens, registros e depoimentos, não eram suficientes para imputar os crimes apontados pela Polícia Federal, e por isso apresentou pedido de arquivamento, acolhido por Moraes.
Implicações e próximos passos
Com o arquivamento, a investigação fica encerrada, salvo o surgimento de novas provas, conforme próprio despacho de Moraes, e a atuação futura dependerá de material novo que justifique reabertura.
Politicamente, o anúncio de retorno de Oswaldo Eustáquio condicionado à posse de Flávio Bolsonaro insere o caso no debate eleitoral, e pode alimentar narrativas sobre perseguição e segurança jurídica no pós-eleição.
Fontes, declarações e a decisão de Moraes foram relatadas pela Coluna Manoela Alcântara, conforme a reportagem mencionada na introdução.

