Ovo e extrato de tomate disparam: Inflação da cesta básica em SP assusta e eleva gastos de famílias em 2026
A **inflação do ovo** volta a ser um vilão para o bolso do consumidor paulistano, impulsionando a alta da cesta básica. Entre janeiro e fevereiro de 2026, os preços gerais dos alimentos básicos registraram um aumento de 0,31%, segundo a última pesquisa do Procon-SP. A **dúzia de ovos**, em particular, disparou de R$ 9,56 para R$ 10,44, uma elevação expressiva de 9,21%.
Esse cenário de encarecimento é atribuído pelo Procon-SP à forte expansão das exportações brasileiras de ovos, somada a um aquecimento na demanda interna. Especialistas apontam que o chamado “boom das proteínas” tem elevado o consumo, enquanto custos de produção, como ração e energia, continuam a pressionar os preços.
A **inflação do ovo** e outros itens essenciais da cesta básica, como extrato de tomate e feijão, afetam diretamente o orçamento das famílias, especialmente as de menor renda, reforçando a percepção de perda do poder de compra. Acompanhe os detalhes dessa alta e seus impactos.
Ovo lidera alta e preocupa consumidores paulistanos
O preço médio da dúzia de ovos em São Paulo apresentou uma variação significativa de 9,21% entre janeiro e fevereiro de 2026, saindo de R$ 9,56 para R$ 10,44. No acumulado do primeiro bimestre de 2026, a alta chega a 3,98%, com o preço médio evoluindo de R$ 10,04 em dezembro de 2025 para R$ 10,44 em fevereiro. Essa tendência de alta já se observa desde o final do ano passado.
Gesner Oliveira, economista e professor da FGV, explica que a alta do ovo ocorre em um momento de demanda aquecida, impulsionada pelo “boom das proteínas”. Segundo estimativas da ABPA, o consumo de ovos por brasileiro atingiu 287 unidades em 2025, um aumento de 6,7% em relação a 2024 e de 33,4% desde 2015. Fatores como o aumento dos custos de produção, especialmente ração e energia, também contribuem para a elevação dos preços.
Extrato de tomate e feijão também pesam no bolso
Além da inflação do ovo, o **extrato de tomate** também se destacou com uma alta expressiva de 8,78% em fevereiro de 2026, passando de R$ 4,33 para R$ 4,71. Essa elevação está diretamente ligada às chuvas que afetaram a qualidade dos frutos na safra. No acumulado de 2026, a alta do extrato de tomate é de 3,74%.
O **feijão** também apresentou elevação significativa. Em fevereiro de 2026, o preço médio do quilo subiu para R$ 6,58, um aumento de 6,30% em relação a janeiro. A oferta restrita, dificuldades na colheita e menor produção em comparação com 2025 são os motivos apontados para o impulso nos valores. No acumulado de 2026, o preço do feijão já acumula alta de 8,05%.
Impacto na cesta básica e no orçamento familiar
A combinação da alta do ovo, extrato de tomate e feijão impacta diretamente a **cesta básica do paulistano**, elevando os gastos das famílias. O economista Gesner Oliveira ressalta que esse movimento inflacionário é particularmente relevante por afetar itens essenciais, pesando mais no orçamento das famílias de menor renda e intensificando a percepção de perda de poder de compra.