Habilidades essenciais para pessoas bem-sucedidas em tecnologia, entender a tecnologia, ter alto QE e se importar com a missão da equipe, afirma o CEO da Cisco Chuck Robbins
O ritmo de inovação no Vale do Silício aumenta a pressão para se atualizar constantemente, mas nem sempre esse é o caminho para chegar ao topo.
Segundo o CEO da Cisco, profissionais que se destacam combinam conhecimento técnico com habilidades humanas e compromisso coletivo.
As observações foram feitas em entrevistas e podcasts recentes, e os dados e citações a seguir refletem esse diagnóstico, conforme informação divulgada pela Fortune.
Entender a tecnologia é requisito, não obsessão
Robbins destaca que as pessoas bem-sucedidas em tecnologia não precisam perseguir cada lançamento, elas entendem as ferramentas e os princípios por trás delas.
Em suas palavras, “As pessoas extremamente bem-sucedidas têm essa combinação incrível: entendem a tecnologia, têm alto QE [inteligência emocional] e realmente se importam com a missão da equipe”.
Ter domínio técnico permite avaliar novas soluções de IA e modelos de linguagem, sem abrir mão da visão de longo prazo do negócio.
Alto QE, colaboração e liderança humana
Além do conhecimento técnico, Robbins e outros executivos valorizam a inteligência emocional, como empatia, comunicação e coragem para tomar decisões.
Uma análise do LinkedIn de 2024 constatou que, entre executivos de empresas do S&P 500 e unicórnios com avaliação acima de US$ 1 bilhão, “houve um aumento de 31% no número de líderes que passaram a destacar habilidades comportamentais em seus perfis desde 2018”.
Essa mudança mostra que habilidades emocionais, como curiosidade e resiliência, são cada vez mais centrais para quem quer ser líder na tecnologia.
Foco na missão da equipe, sucesso compartilhado
Robbins reforça que a diferença está na capacidade de priorizar a equipe, porque “quando a equipe tem sucesso, eu vou ter sucesso”.
O mantra do trabalho em equipe é antigo na Cisco. John Chambers, que foi CEO de 1995 a 2015, disse que “Há culturas boas. Há culturas duras. Todas funcionam, desde que você seja consistente”.
Chambers citou ainda o histórico da empresa nos anos 1990, quando a Cisco ajudou a criar cerca de 10 mil funcionários milionários, como exemplo de que compartilhar o sucesso motiva times inteiros.
Conselhos práticos e exemplos de líderes
Robbins conta que sempre encarou seu trabalho como uma entrevista contínua, “Eu sempre acreditei que meu trabalho, todos os dias, era uma entrevista”, mostrando que ações consistentes constroem trajetórias.
Executivos de outras grandes empresas reforçam a ideia de que habilidades humanas serão diferenciais, mesmo com a automação por IA.
Jamie Dimon, do JPMorgan Chase, disse, “Meu conselho para as pessoas seria: pensamento crítico, aprender habilidades, desenvolver seu QE, aprender a se sair bem em uma reunião, a se comunicar, a escrever. Vocês terão muitos empregos”, disse Dimon à Fox News.
Andy Jassy, da Amazon, também enfatiza a curiosidade, escrevendo, “Nós perguntamos por quê e por que não, o tempo todo”, e completou, “Isso nos ajuda a desconstruir problemas, chegar às causas-raiz, entender bloqueios e destravar portas que antes poderiam parecer impenetráveis.”
Para profissionais que querem se tornar ou permanecer entre as pessoas bem-sucedidas em tecnologia, o caminho está em combinar domínio técnico, alto QE e compromisso com a missão coletiva, mais do que correr atrás de toda novidade.