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PCB oficializa Edmilson Costa e Cleusa Santos para corrida presidencial de 2024, com propostas radicais de estatização e extinção do Senado

PCB lança Edmilson Costa à Presidência e Cleusa Santos como vice, com agenda de profunda transformação nacional

O Partido Comunista Brasileiro (PCB) confirmou oficialmente neste sábado, 1º, a candidatura de Edmilson Costa à Presidência da República para as eleições de outubro. A professora Cleusa Santos foi a escolhida para compor a chapa como vice-presidente, uma decisão tomada durante a convenção nacional do partido, realizada na Câmara Municipal de São Paulo.

A legenda tem até 15 de agosto para formalizar o registro das candidaturas junto à Justiça Eleitoral. Edmilson Costa, atual Secretário-geral do PCB, é doutor em Economia pela Unicamp e possui um histórico de militância política desde a juventude, tendo sido dirigente estudantil e perseguido durante a ditadura militar. Sua trajetória inclui a defesa das liberdades democráticas, soberania nacional e do socialismo.

Conforme informação divulgada pelo partido, Costa foi candidato à prefeitura de São Paulo em 2008, obtendo 4.300 votos, e à Vice-Presidência em 2010 na chapa de Ivan Pinheiro, que conquistou 39.136 votos. Cleusa Santos, candidata a vice, é professora aposentada da UFRJ, doutora em Serviço Social pela PUC-SP, com vasta pesquisa em seguridade social e mercantilização de serviços públicos.

Propostas econômicas e políticas de forte intervenção estatal

Durante a convenção, o PCB detalhou algumas das propostas que pretende defender em sua campanha presidencial. Entre os pontos centrais estão a **estatização do sistema financeiro**, com a criação de um Banco dos Trabalhadores, e a **suspensão do pagamento da dívida pública**. O partido também defende a **reestatização de empresas estratégicas**.

A legenda propõe ainda um **ampliado controle estatal sobre o câmbio, o comércio exterior e o sistema tributário**. Segundo o PCB, o atual modelo de pagamento da dívida pública desvia recursos essenciais que poderiam ser investidos em áreas sociais, prejudicando a capacidade de investimento do Estado.

Extinção do Senado e unicameralismo como bandeira política

No campo político, o PCB apresenta uma proposta que visa **extinguir o Senado Federal** e adotar um sistema legislativo unicameral, com apenas uma casa parlamentar. A legenda argumenta que a atual composição do Senado gera uma representação desproporcional em relação ao voto popular, defendendo um modelo que, segundo eles, seria mais equitativo.

A decisão de propor a extinção de uma casa legislativa representa um dos pontos mais radicais do programa do partido, que busca uma reforma profunda nas estruturas de poder do país, alinhada com sua visão de um Estado mais centralizado e com maior controle sobre a economia e a política.

Candidaturas definidas em São Paulo e ausência em disputas legislativas federais e estaduais

Além da chapa presidencial, o PCB oficializou Carlos Machado como candidato ao governo de São Paulo, com Felipe de Oliveira Queiroz como vice. Petter Maahs da Silva foi escolhido para disputar uma vaga no Senado pelo estado. Carlos Machado tem experiência como professor da rede estadual e militância em movimentos estudantis e de trabalhadores desempregados.

No entanto, o partido decidiu **não lançar candidatos a deputado federal nem a deputado estadual em São Paulo** nas eleições deste ano. Essa estratégia indica um foco prioritário nas candidaturas majoritárias e na divulgação de suas propostas programáticas para o país, concentrando esforços em poucas frentes de disputa.

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