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PCDF investiga agentes comunitárias por venda ilegal de Mounjaro vindo do Paraguai, Operação Última Dose apura importação, Instagram e uso de dados

Operação Última Dose, conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal, apura comercialização irregular de Mounjaro possivelmente importado do Paraguai, uso de Instagram e suposta administração empresarial por agentes de saúde

Dois procedimentos policiais ocorreram neste mês no âmbito da investigação apelidada de Operação Última Dose, que tem como foco a venda irregular de medicamentos voltados ao emagrecimento, entre eles o Mounjaro.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos pela 18ª Delegacia de Polícia, em Brazlândia, contra duas Agentes Comunitárias de Saúde suspeitas de comercializar os produtos fora dos canais autorizados.

Toda a apuração busca esclarecer origem, entrada no país e a cadeia de distribuição desses lotes, conforme informação divulgada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

Ação policial e materiais apreendidos

Segundo a investigação, houve diligências em endereços ligados às suspeitas e apreensão de embalagens, canetas e aparelhos eletrônicos para análise pericial. Em nota, a PCDF relata, “Policiais civis da 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia) cumpriram mandados de busca e apreensão nessa sexta-feira (16/10), em endereços vinculados a duas investigadas, ambas Agentes Comunitárias de Saúde, suspeitas de comercializar ilegalmente o medicamento Mounjaro.”

Além dessa etapa, a polícia já havia realizado uma primeira fase da operação, em outra data. Conforme divulgado, “A primeira fase da Operação Última Dose foi realizada no dia 5 deste mês, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no Incra 08, em Brazlândia (DF).” Esses procedimentos geraram material para perícia que pode ajudar a esclarecer a rotina de comercialização.

Origem dos produtos, possível importação e riscos à saúde

As apurações apontaram indícios de que parte dos medicamentos comercializados teria sido adquirida no Paraguai, e depois destinada ao comércio no Brasil. A investigação busca confirmar como se deu essa entrada no território nacional, e se houve irregularidades em importação, transporte ou comercialização.

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Autoridades ressaltam que a aquisição e o uso de remédios sem garantia de procedência e sem regularidade sanitária podem representar risco à saúde. A PCDF alerta que a venda fora dos canais autorizados compromete a segurança do consumidor, sobretudo em tratamentos que exigem supervisão médica.

Vendas via Instagram e suspeita de uso indevido de dados

Investigadores identificaram um perfil empresarial no Instagram usado para divulgar os produtos, com indícios de uso de dados de terceiros no cadastro. A polícia apura a origem das informações e a possibilidade de fraude ou falsa identidade, caso os dados tenham sido utilizados para ocultar responsáveis ou obter vantagem.

Esse tipo de prática, se comprovada, pode agravar a responsabilização criminal e administrativa, uma vez que envolve ocultação de identidade e potencial esquema de comercialização irregular por meios digitais.

Possíveis consequências administrativas e próximos passos

A apuração também investiga se as servidoras exerciam gerência ou administração de empresa privada voltada à comercialização dos produtos. A Lei Complementar Distrital nº 840/2011 considera grave a participação de servidores públicos na administração de empresas privadas, salvo exceções legais, o que pode motivar procedimentos administrativos.

As investigações seguem com análise dos materiais apreendidos, checagem da cadeia de aquisição e distribuição, e identificação de eventuais outros envolvidos. A PCDF diz que todas as diligências respeitam o devido processo legal e a presunção de inocência.

Para a população, a recomendação é evitar compras de medicamentos fora dos canais regulares e seguir orientações de profissionais de saúde e órgãos sanitários, sobretudo em tratamentos com substâncias cujas indicações e segurança exigem controle e acompanhamento médico.

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