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Petrobras (PETR4) lucra R$ 32,7 bilhões no 1º tri, mas enfrenta queda anual e desafios no caixa

Petrobras (PETR4) divulga balanço do 1º trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 32,7 bilhões, mas com quedas relevantes.

A Petrobras (PETR3; PETR4) anunciou seus resultados financeiros referentes ao primeiro trimestre de 2026, revelando um lucro líquido de R$ 32,66 bilhões. Esse montante ficou em linha com as expectativas do mercado, que apontavam para cerca de R$ 30 bilhões, segundo analistas consultados pela LSEG.

Apesar de atingir as projeções, o resultado representa uma queda de 7,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando o lucro líquido alcançou R$ 35,2 bilhões no primeiro trimestre de 2025. A estatal também divulgou o Ebitda ajustado, que recuou 2,4%, totalizando R$ 59,6 bilhões.

Os dados foram divulgados na noite desta segunda-feira (11). Acompanhe os detalhes e as análises sobre o desempenho da Petrobras, incluindo o impacto da variação cambial, os investimentos em exploração e produção e as perspectivas para o preço do petróleo.

Ebitda e Receita de Vendas: Resultados com Variações

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) ajustado da Petrobras atingiu R$ 59,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026, apresentando uma leve retração de 2,4%. A companhia explica que esses ajustes buscam refletir resultados de atividades recorrentes, como participação em investimentos e alienação de ativos.

Sem os ajustes, o Ebitda reportado foi de R$ 62,88 bilhões, o que, na verdade, representa um aumento de 1,4% em relação aos R$ 62,0 bilhões registrados no primeiro trimestre de 2025. A receita de vendas da Petrobras também mostrou uma leve expansão de 0,4%, alcançando R$ 123,86 bilhões.

A Petrobras destacou ainda um lucro líquido de R$ 32,7 bilhões, desconsiderando eventos não recorrentes, como ganhos com variação cambial e reversão de impairment. Esses elementos demonstram a complexidade dos resultados financeiros da empresa.

Fluxo de Caixa e Endividamento: Indicadores em Atenção

O fluxo de caixa livre, uma métrica crucial para analistas, totalizou R$ 20 bilhões, o que representa uma queda expressiva de 22,9% em comparação com os R$ 26 bilhões do primeiro trimestre de 2025. O fluxo de caixa operacional também recuou 10,9%, chegando a R$ 44 bilhões.

Segundo a Petrobras, essa redução no fluxo de caixa operacional se deve, em parte, ao efeito do capital de giro, especialmente em estoques e fornecedores, influenciado por exportações em andamento. A subvenção do óleo diesel também contribuiu para essa dinâmica, assim como contas a receber com efeito negativo de R$ 1,5 bilhão.

Em contrapartida, a dívida líquida da companhia avançou 10,8%, atingindo US$ 62 bilhões, um aumento em relação aos US$ 56 bilhões do mesmo período do ano anterior. A alavancagem, medida pela relação dívida líquida sobre Ebitda ajustado, ficou em 1,43x, apresentando leve queda em relação a 1,45x de um ano atrás.

Investimentos e Perspectivas: O Impacto do Preço do Petróleo

Os investimentos da Petrobras no primeiro trimestre de 2026 somaram US$ 5,1 bilhões, um aumento de 25,6% em comparação com o primeiro trimestre de 2025. O segmento de Exploração e Produção concentrou a maior parte desses recursos, representando 87,4% do capital empregado no período.

O preço médio do Brent, referência internacional para o petróleo, ficou em US$ 80,61 o barril, uma alta de 6,5% em relação ao ano anterior. No entanto, o dólar médio de venda teve queda de 9,9%, para R$ 5,26.

A Petrobras ressalta que o recente aumento dos preços do petróleo ainda não se refletiu totalmente nos resultados do 1º trimestre. Isso ocorre devido à defasagem natural entre o embarque e o reconhecimento da venda, especialmente em mercados como o asiático, onde a precificação leva em conta cotações do mês anterior à chegada da carga. Portanto, os efeitos mais significativos dessa alta devem ser sentidos a partir do segundo trimestre de 2026.