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PF deflagra operação em Jaguarão e investiga esquema de venda de veículos roubados na fronteira RS com Uruguai, transporte e comercialização clandestina

Investigação da Polícia Federal aponta comercialização e transporte de veículos roubados na fronteira entre Rio Grande do Sul e Uruguai, com atuação organizada

A Polícia Federal passou a investigar um grupo suspeito de formar uma estrutura dedicada à obtenção, transporte e venda de veículos roubados, com foco na região de fronteira entre Brasil e Uruguai.

Segundo as apurações, os carros eram comprados por valores abaixo do mercado e enviados a compradores no Uruguai, o que dificultava a recuperação dos bens pelas autoridades brasileiras.

No decorrer das diligências, foram reunidos indícios que apontam atuação contínua e especializada do grupo, conforme informação divulgada pela Polícia Federal.

Como funcionava o esquema

Os automóveis eram adquiridos por valores inferiores aos praticados no mercado regular e destinados a compradores localizados em território uruguaio. Investigadores apontam que, após a compra, os veículos seguiriam para cidades próximas à fronteira, para então serem distribuídos e utilizados em diferentes localidades do Uruguai.

Há indícios de que os veículos eram encaminhados para cidades próximas à fronteira e, posteriormente, distribuídos e utilizados em diferentes localidades daquele país, dificultando a recuperação dos bens pelas autoridades brasileiras.

Início das apurações e ação da PF

Nesta quarta-feira (14/10), a Polícia Federal (PF) deflagrou, em Jaguarão (RS), operação para aprofundar as investigações sobre um grupo suspeito de atuar na aquisição, transporte e comercialização clandestina de veículos na região de fronteira entre Brasil e Uruguai.

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A investigação foi iniciada após uma série de prisões em flagrante realizadas pela PF no município envolvendo veículos com sinais identificadores adulterados.

Medidas cumpridas

Nesta quarta (14), foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão: dois em Rio Grande (RS), um em Jaguarão (RS), um em Porto Alegre (RS) e um em Alvorada (RS). Também foram determinadas pelo Poder Judiciário medidas cautelares diversas da prisão.

As diligências tiveram como objetivo reunir novos elementos probatórios, identificar outros possíveis envolvidos e localizar bens de interesse da investigação.

O que a PF diz sobre a organização

A partir da análise dos elementos reunidos ao longo das apurações, os investigadores identificaram indícios da existência de uma estrutura criminosa voltada à obtenção de veículos roubados, principalmente na Região Metropolitana de Porto Alegre, os quais eram posteriormente transportados até a região de fronteira para comercialização ilícita.

Também foi identificada a atuação de indivíduos com funções distintas na cadeia criminosa, envolvendo a obtenção dos veículos, o transporte até a fronteira, a intermediação das negociações e a entrega aos compradores estrangeiros.

A PF informou que os elementos reunidos até o momento indicam uma atuação contínua e especializada voltada ao abastecimento do mercado ilícito de veículos em território uruguaio.

Conforme informou a PF, as diligências realizadas nesta fase têm como objetivo reunir novos elementos probatórios, identificar outros possíveis envolvidos, localizar bens de interesse da investigação e aprofundar a apuração sobre a dimensão das atividades criminosas investigadas.

As investigações seguem em andamento, com a polícia buscando ampliar provas e rastrear a rede de compradores e intermediários que atuavam na fronteira, para tentar recuperar veículos e responsabilizar os envolvidos.

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