Operação Kathárisma em Mato Grosso do Sul identifica núcleo do PCC com comunicação dentro de presídios, envio de drogas e armas e uso de empresas de fachada para lavagem de dinheiro
A Polícia Federal realizou, nesta quinta-feira, uma operação contra um núcleo do Primeiro Comando da Capital em cidades do norte e da região de fronteira de Mato Grosso do Sul, resultando em prisões e buscas em diversos municípios.
Durante a ação foram presos suspeitos envolvidos na organização, e mandados foram cumpridos em estabelecimentos prisionais e endereços civis, em uma operação com alcance regional e ramificações interestaduais.
Os detalhes sobre prisões, locais e os modos de atuação da quadrilha foram divulgados pela corporação, que coordenou a ação para desarticular a estrutura investigada, conforme informação divulgada pela Polícia Federal.
Prisões, mandados e locais de operação
Segundo a Polícia Federal, a operação prendeu 24 suspeitos e cumpriu 12 mandados de busca e apreensão nos municípios de Sonora, Pedro Gomes, Coxim, Aquidauana, Terenos, Corumbá, Anastácio e Campo Grande. As ações incluíram intervenções em unidades prisionais e residências.
Na capital sul-mato-grossense, conforme informou a PF, “Em Campo Grande, três mandados de busca e apreensão foram cumpridos, sendo dois na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira (PEMRFG) e um no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho (EPJFC), conhecido como Máxima de Campo Grande“.
Como a PF descreve a estrutura do PCC
A investigação, conduzida no âmbito da Operação Kathárisma, apontou que líderes do PCC em São Paulo montaram uma estrutura organizada em Mato Grosso do Sul, com diferentes níveis de atuação e comunicação entre membros no estado.
Entre as informações obtidas está a existência de “mecanismos próprios de comunicação“, usados por criminosos do estado do Centro-Oeste que se comunicavam dentro da cadeia, segundo a PF, o que facilitava a coordenação de ações fora dos presídios.
Atuação nas fronteiras e lavagem de dinheiro
A PF informou que os núcleos do PCC atuavam em cidades que fazem fronteira com a Bolívia e o Paraguai, e eram responsáveis pela redistribuição de drogas e armas para todo o Brasil. A logística da facção explorava rotas transfronteiriças.
Além do tráfico e do armamento, os investigados administravam empresas de fachada para lavar recursos, diz a corporação, em um esquema que integrava comércio formal e ilegal para ocultar ganhos ilícitos.
Nome da operação e significado
O nome da operação, Kathárisma, palavra de origem grega que significa “purificação”, faz referência à ação de desarticulação da estrutura criminosa investigada, conforme informação divulgada pela Polícia Federal.
A investigação segue em curso, com a Polícia Federal indicando que novas etapas podem ocorrer conforme o avanço das apurações e o cruzamento de informações obtidas nas prisões e nas diligências.

