A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram uma operação para apurar irregularidades na destinação e comercialização de veículos pertencentes a órgãos públicos federais.
A ação, batizada de Operação Res Publica, cumpre mandados de busca e apreensão em cidades de Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, em investigação que apura venda indevida de carros da União.
A apuração envolve a transferência de bens públicos a uma organização da sociedade civil, seguida da comercialização dos veículos a particulares, com indícios de recursos indo para contas pessoais e aquisição de patrimônio privado.
conforme informação divulgada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União.
Detalhes da operação e mandados cumpridos
Batizada de Operação Res Publica, a ação cumpre 11 mandados de busca e apreensão, sendo cinco em São José (SC), três em Palhoça (SC), dois em Florianópolis (SC) e um em Campo Grande (MS).
As medidas foram autorizadas para localizar documentos e bens que possam comprovar o direcionamento das doações, e para permitir o sequestro de bens vinculados aos investigados, visando assegurar eventual ressarcimento aos cofres públicos.
Prejuízo estimado e alcance do esquema
O prejuízo estimado à União é de aproximadamente R$ 4,4 milhões, correspondente ao valor de 122 veículos relacionados a dois núcleos investigados, envolvendo bens provenientes de diferentes órgãos federais.
Segundo os investigadores, os fatos ocorreram entre 2021 e o início de 2023, e apontam para um esquema em que agentes públicos teriam direcionado a destinação dos veículos à entidade beneficiária, cujos dirigentes e intermediários teriam promovido a venda dos bens a particulares e comerciantes.
Medidas cautelares e possíveis crimes
Além das buscas, foram autorizadas medidas cautelares de sequestro de bens vinculados aos investigados, com o objetivo de assegurar eventual ressarcimento aos cofres públicos.
Os investigados poderão responder pelos crimes de peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro, conforme as apurações conduzidas pela PF e pela CGU.
Próximos passos da investigação
O trabalho seguirá com análise dos documentos apreendidos e rastreamento de transferências financeiras para identificar fluxos de recursos e eventual participação de terceiros.
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União não detalharam, até o momento, os nomes dos investigados, mas afirmaram que as medidas visam garantir o ressarcimento aos cofres públicos e a responsabilização dos envolvidos.