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PF mira servidores por vender carros da União, Operação Res Publica cumpre 11 mandados em SC e MS e aponta prejuízo de R$ 4,4 milhões por 122 veículos

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram uma operação para apurar irregularidades na destinação e comercialização de veículos pertencentes a órgãos públicos federais.

A ação, batizada de Operação Res Publica, cumpre mandados de busca e apreensão em cidades de Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, em investigação que apura venda indevida de carros da União.

A apuração envolve a transferência de bens públicos a uma organização da sociedade civil, seguida da comercialização dos veículos a particulares, com indícios de recursos indo para contas pessoais e aquisição de patrimônio privado.

conforme informação divulgada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União.

Detalhes da operação e mandados cumpridos

Batizada de Operação Res Publica, a ação cumpre 11 mandados de busca e apreensão, sendo cinco em São José (SC), três em Palhoça (SC), dois em Florianópolis (SC) e um em Campo Grande (MS).

As medidas foram autorizadas para localizar documentos e bens que possam comprovar o direcionamento das doações, e para permitir o sequestro de bens vinculados aos investigados, visando assegurar eventual ressarcimento aos cofres públicos.

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Prejuízo estimado e alcance do esquema

O prejuízo estimado à União é de aproximadamente R$ 4,4 milhões, correspondente ao valor de 122 veículos relacionados a dois núcleos investigados, envolvendo bens provenientes de diferentes órgãos federais.

Segundo os investigadores, os fatos ocorreram entre 2021 e o início de 2023, e apontam para um esquema em que agentes públicos teriam direcionado a destinação dos veículos à entidade beneficiária, cujos dirigentes e intermediários teriam promovido a venda dos bens a particulares e comerciantes.

Medidas cautelares e possíveis crimes

Além das buscas, foram autorizadas medidas cautelares de sequestro de bens vinculados aos investigados, com o objetivo de assegurar eventual ressarcimento aos cofres públicos.

Os investigados poderão responder pelos crimes de peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro, conforme as apurações conduzidas pela PF e pela CGU.

Próximos passos da investigação

O trabalho seguirá com análise dos documentos apreendidos e rastreamento de transferências financeiras para identificar fluxos de recursos e eventual participação de terceiros.

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União não detalharam, até o momento, os nomes dos investigados, mas afirmaram que as medidas visam garantir o ressarcimento aos cofres públicos e a responsabilização dos envolvidos.

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