Uma ala do PL avalia que a aposentadoria de ministros do STF seria uma solução preferível ao impeachment, porque evitaria confrontos e reduziria o desgaste político do Senado.
A saída seria semelhante à adotada por Luís Roberto Barroso em 2025. Aos 68 anos, o ministro ainda teria mais sete anos no Supremo, mas optou por deixar o cargo de ministro antecipadamente.
A proposta é vista por esses senadores como um caminho mais “pacífico” para o país, e mira nomes que geram forte polarização no momento, conforme informação divulgada pela Coluna Igor Gadelha.
Motivações da proposta
Para a ala do PL, a ideia da aposentadoria de ministros do STF privilegia negociações e trocas institucionais, em vez de processos longos e divisivos no Senado. A leitura é de que a medida preserva a imagem das instituições e reduz risco de escalada entre Poderes.
Quem são os ministros citados
Para senadores do partido, os ministros Alexandre de Moraes, principal alvo dos bolsonaristas, e Flávio Dino, aliado de Lula, poderiam seguir esse caminho, evitando o desgaste de um impeachment no Senado. Moraes tem 57 anos. Em tese, pode permanecer no Supremo por mais 18 anos, até completar 75 anos, idade da aposentadoria compulsória. Dino, por sua vez, tem 58 anos e pode ficar no STF até 2043.
Contexto e capacidade de pressão do PL
O cálculo político do PL leva em conta a representação no Senado, porque “A partir de 2027, o PL terá 28 senadores, o equivalente a um terço dos 81 membros do Senado.” Esse número dá ao partido espaço para reivindicar comando da Casa e influenciar agendas, segundo a leitura interna.
Possíveis efeitos e próximos passos
Na prática, convencer um ministro a se aposentar depende de fatores pessoais e institucionais, e a estratégia exigiria negociação com aliados e gestão de narrativa pública. A alternativa ao impeachment, se aplicada, mudaria o ritmo da disputa institucional, e poderá ser usada como instrumento de pressão política pelo PL nos próximos anos.

